Mariana Leitão insistiu nas críticas ao Governo pela demora em decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas, manifestando-se mesmo "revolta pelo atraso".
A presidente da IL considerou esta sexta-feira que o Governo demonstrou impreparação na prevenção e resposta às situações provocadas pela tempestade Kristin, manifestando-se revoltada com a demora em decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas.
"É importante não olharmos para o país como se fosse um simulacro ou um centro de estágios. Matérias tão relevantes como as reações a uma qualquer catástrofe são situações que têm de estar devidamente planeadas, devidamente acauteladas, com planos essenciais criados para lidar com estas situações", afirmou Mariana Leitão.
Em declarações aos jornalistas durante uma visita aos Bombeiros Sapadores de Leiria, a líder dos liberais considerou que esse grau de preparação não se verificou nos últimos dias, em que o território nacional foi afetado pela passagem da depressão Kristin.
Apesar dos avisos emitidos pela Proteção Civil, que Mariana Leitão disse não terem sido suficientes "para alertar para o verdadeiro perigo" das condições meteorológicas, a presidente da IL defendeu que "é preciso fazer muito mais".
"O primeiro-ministro pode tirar as ilações que quiser de forma a prevenir próximas situações, mas é óbvio que isto já tinha de estar acautelado", acrescentou, apontando a necessidade de planos de proteção e de contingência para responder a qualquer situação de catástrofe.
Mariana Leitão insistiu ainda nas críticas ao Governo pela demora em decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas, manifestando-se mesmo "revolta pelo atraso".
"Foi por falta de confiança nos relatos que chegavam das pessoas que estavam aqui a viver a situação e o Governo foi atrasando, o que inviabilizou a chegada de meios mais cedo", interpretou.
De visita a uma das zonas mais afetadas, Mariana Leitão afirmou ainda que a realidade que encontrou em Leiria "é bastante mais trágica" do que antecipava, justificando que "o que se vê nas televisões é bastante menos impactante".
"São situações dramáticas e sem dúvida que, acima de tudo, salvar vidas humanas e garantir o bem-estar das pessoas é o essencial neste momento", concluiu, sublinhando também a urgência de restabelecer as comunicações e a eletricidade nas zonas que continuam isoladas.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00h00 de quarta-feira até às 23h59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
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