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Livre quer custo do PTRR divulgado rapidamente e estrutura de missão convertida em agência

Livre propõe reforço do apoio social de emergência, com atribuição de 270 euros por membro do agregado familiar.

25 de fevereiro de 2026 às 14:18

O porta-voz do Livre Rui Tavares defendeu esta quarta-feira a divulgação do custo global do programa "Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência" (PTRR) o "mais depressa possível" e propôs a substituição da estrutura de missão para a reconstrução por uma agência.

Em declarações aos jornalistas, em São Bento, após um encontro com o Governo sobre as linhas gerais do programa PTRR, Rui Tavares começou por reiterar a abertura do Livre para um processo de revisão orçamental e defendeu a distribuição de kits de emergência e a garantia de que as pessoas "recebem a informação certa no momento certa" em contexto de calamidade.

"Desde logo nas primeiras seis horas a seguir uma catástrofe, que haja uma rádio de referência que as pessoas se possam ligar, que se sintam mais seguras da próxima vez que isto acontecer em Portugal porque aquilo que nós sabemos é que eventos como este ou outros podem vir a acontecer", detalhou.

Rui Tavares insistiu também na necessidade de o Governo comunicar "o mais depressa possível" o envelope financeiro que será desembolsado para executar o PTRR, explicando que essa é uma discordância do partido em relação à postura do executivo e argumentando que uma demora "pode gerar injustiças relativas".

Na parte institucional da resposta, o também deputado do Livre defendeu uma mudança da resposta com a conversão da atual Estrutura de Missão para Reconstrução da Região Centro numa agência estatal, justificando que "uma estrutura de missão coordena, uma agência executa".

"Uma estrutura de missão não pode ser fiscalizável da mesma maneira, não tem o mesmo tipo de obrigações de reporte, não pode o parlamento sindicar da mesma maneira que pode a uma agência", acrescentou.

Para o Livre, "mais tarde ou mais cedo o Governo, todos os atores políticos, incluindo os partidos, a própria imprensa vai perceber que isto não se faz com a estrutura que temos agora e precisa de outro enquadramento institucional".

Rui Tavares apontou ainda para o conjunto de propostas, sob o mote "Portugal Pronto", divulgado esta quarta-feira pelo partido.

Nesse pacote, o Livre propõe o reforço do apoio social de emergência criado após o temporal, através da atribuição de 270 euros por membro do agregado familiar.

O partido defende que o atual montante máximo do apoio social de emergência (que pode chegar a cerca de 1.074 euros) seja reforçado, estabelecendo que "por cada membro adicional do agregado familiar acresce um montante correspondente a 50 % do valor do IAS" (Indexante de Apoios Sociais).

O Livre quer também que consumidores domésticos e empresas "afetados por interrupções prolongadas ou degradação significativa do fornecimento de energia elétrica" tenham direito a uma "compensação financeira pelos custos energéticos extraordinários comprovadamente suportados".

Para o partido, se o custo com geradores e combustível for maior que o custo habitual de eletricidade, o Estado deverá cobrir a diferença, calculada entre "o custo energético total suportado durante o período de perturbação do fornecimento e o "custo médio de consumo em período homólogo dos dois anos anteriores ou, na sua inexistência, em período comparável definido por metodologia técnica".

Neste pacote de propostas, o Livre defende ainda a suspensão de denúncias de contrato de arrendamento habitacional e não habitacional, da execução de hipoteca sobre um imóvel que constitua habitação própria e permanente e de despejos, bem como a atribuição de apoios a fundo perdido para repor bens imóveis essenciais (como eletrodomésticos, geradores ou veículos rodoviários) e para auxiliar associações (sem fins lucrativos, humanitárias ou de animais).

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