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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Marcelo diz que NATO será "tema importante" do encontro com Trump

Colaboração no domínio energético e investimentos recíprocos são outros assuntos na agenda para Washington.

22 de junho de 2018 às 19:56

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou esta sexta-feira que a NATO será "um tema importante" na agenda do seu encontro com o chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, na quarta-feira, em Washington.

Questionado sobre os temas de que vai falar com Trump, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu que "há um conjunto de temas comuns importantes" na agenda, "que dizem respeito à pertença à NATO, ao envolvimento no Atlântico, à posição comum em relação a alguns problemas que se colocam, nomeadamente, no âmbito da Aliança Atlântica".

Em declarações aos jornalistas, à margem de uma visita à Escola Portuguesa de Arte Equestre, em Lisboa, o Presidente da República apontou como outros assuntos em cima da mesa a "colaboração no domínio energético, no domínio dos investimentos recíprocos".

"Esses são temas bilaterais. Depois veremos se, além desses, haverá outras realidades internacionais, multilaterais, como se costuma dizer, que venham a ser abordadas", acrescentou.

Marcelo Rebelo de Sousa referiu que tem tido vários encontros, "diferentes, com responsáveis de Estados também muito diferentes" e considerou que nestas reuniões de alto nível "a componente bilateral é a mais importante".

No caso dos Estados Unidos, salientou que "há um elemento decisivo nas relações com a América, que são um milhão e 500 mil portugueses que vivem na América".

"Isso tem consequências importantes. São americanos e são portugueses. Esse é um ponto central da nossa conversa", disse.

O chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, chega a Washington na terça-feira e vai ser recebido pelo Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington D.C., na quarta-feira, dia 27 de junho.

Nesta quarta-feira, dia 20, antes de assistir em Moscovo ao jogo entre Portugal e Marrocos do Campeonato do Mundo de Futebol de 2018, Marcelo Rebelo de Sousa esteve com o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, numa "visita de cortesia", fechada à comunicação social, da qual não deu pormenores.

Na declaração da Secretaria de Imprensa norte-americana sobre a visita de Marcelo Rebelo de Sousa a Washington, Portugal é referido como um país com um "estreito vínculo" com os Estados Unidos e "um importante Aliado da NATO e um parceiro no Afeganistão e nas regiões de crise da África".

"Também se juntou a pressionar a Coreia do Norte. Juntos, os Estados Unidos e Portugal procurarão aprofundar a cooperação no combate aos conflitos globais, promovendo a prosperidade económica e fortalecendo a segurança energética. Os dois líderes irão ter uma conversa particular, seguida de uma reunião bilateral alargada", lê-se no mesmo documento.

A visita oficial do Presidente português "marcará o culminar de uma comemoração de um mês da comunidade luso-americana" nos Estados Unidos, assinala-se na nota da Secretaria de Imprensa dos Estados Unidos, emitida no dia 13 de junho.

Nesta quinta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Siva, reuniu-se com o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, no Departamento de Estado, no primeiro ato de uma deslocação de cinco dias a Washington, na semana que antecede o encontro entre Marcelo Rebelo de Sousa e Donald Trump.

Segundo o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Heather Nauert, os chefes da diplomacia norte-americana e portuguesa "reafirmaram o compromisso mútuo de reforçar as despesas com a defesa da NATO, reforçar a segurança europeia no setor da energia e enfrentar as ações desestabilizadoras da Rússia".

Após o encontro, Augusto Santos Silva disse à Lusa que as relações entre a União Europeia e os Estados Unidos foram um dos temas debatidos e defendeu que "independentemente das diferenças de opinião, que são claras hoje, em matérias tão importantes como as alterações climáticas ou o comércio internacional, a aliança entre as democracias da América do Norte e da Europa é absolutamente vital para a ordem internacional".

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