Ministra adiantou que Portugal vai continuar a contribuir como tem feito até agora "com enorme crédito, prestígio e sucesso".
A ministra da Defesa Nacional disse esta quarta-feira que Portugal vai continuar empenhado numa variedade de missões militares internacionais, quer na fronteira leste da Aliança Atlântica quer noutros contextos, estando prevista para breve uma revisão dos destacamentos para 2023.
Helena Carreiras falava no final da cerimónia de receção da fragata Corte-Real, da Marinha Portuguesa, na Base Naval de Lisboa, após ter integrado, entre 25 de maio e 16 de setembro de 2022, a Força Naval da NATO "Standing NATO Maritime Group 1 (SNMG1)", no Mar do Norte e Mar Báltico.
"A nossa presença é fundamental para garantir a segurança para todos nós. Em breve vamos rever as missões para o próximo ano, mas a garantia é de que vamos manter este empenhamento tanto na União Europeia, como na NATO, como nas Nações Unidas", disse.
A ministra adiantou que Portugal vai continuar a contribuir como tem feito até agora "com enorme crédito, prestígio e sucesso" considerando ainda que o atual contexto de guerra torna mais relevante o papel das Forças Armadas Portuguesas.
Numa intervenção dirigida à guarnição da fragata Corte Real, a ministra destacou a importância da missão desempenhada, no âmbito da NATO, classificando-a de "grande exigência e de extrema atualidade".
"Estamos todos cientes da complexidade do cenário com que nos deparamos no continente europeu, onde o vosso contributo é cada vez mais necessário enquanto medida ativa de dissuasão", disse.
A função primária do Standing NATO Maritime Group 1 (SNMG1), explicou, consiste em constituir uma capacidade naval permanente e de disponibilidade imediata para conduzir três operações militares para intervenção num largo espetro de atividades.
Helena Carreiras considerou que a participação da fragata Corte Real permitiu a Portugal "reafirmar-se como um aliado capaz, confiável e competente, contribuindo para uma resposta coletiva e eficaz às exigências do quadro estratégico atual, e assegurando que a segurança marítima permanece uma prioridade elevada da Aliança e dos parceiros europeus e norte-americanos".
Esta foi a nona vez que a fragata Corte-Real fez parte desta força naval, destinada a contribuir para a segurança da Aliança Atlântica.
A participação da fragata "Corte-Real" nesta Força Naval Permanente da Aliança Atlântica enquadra-se no âmbito do empenhamento das Forças Armadas no domínio internacional, em apoio à ação externa do Estado no setor da Defesa, tendo em vista uma cooperação estruturada com organizações internacionais, nomeadamente através do emprego de Forças Nacionais Destacadas em ações no âmbito da segurança cooperativa ou coletiva.
A função primária do SNMG1 é dotar a NATO de uma capacidade naval permanente e de disponibilidade imediata para conduzir operações militares para intervenção num largo espetro de atividades, na realização de atividades de parceria e interoperabilidade com países amigos e parceiros e no apoio às atividades de transformação no âmbito da formação, treino e desenvolvimento de doutrina tática aliada, proporcionando uma variedade de opções de resposta militar, tanto para as operações em curso, como para situações de contingência.
A fragata "Corte-Real" é atualmente comandada pelo capitão-de-fragata Amaral Henriques e possui uma guarnição de 176 militares, incluindo duas equipas de segurança e uma equipa de mergulhadores-sapadores.
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