Rita Alarcão Júdice admitiu, esta quarta-feira, não ser "cega, surda e muito menos muda" ao "clamor" provocado pela Operação Marquês.
A ministra da Justiça disse esta quarta-feira ver "com bons olhos" a proposta do PSD para interromper prazos de prescrição quando advogados são substituídos e admitiu não ser "cega, surda e muito menos muda" ao "clamor" provocado pela Operação Marquês.
À margem da apresentação pública da nova plataforma de dados estatísticos da Justiça, Números da Justiça, que decorreu no Campus de Justiça, em Lisboa, Rita Alarcão Júdice manifestou-se satisfeita com a apresentação da medida pelo grupo parlamentar do PSD e, ainda que recusando reportar-se diretamente ao processo 'Operação Marquês', disse ser necessário, "quando existem abusos em determinados processos", encontrar uma "forma eficaz" de "retirar o proveito do abuso".
Sobre a aplicação da medida ao caso que envolve o ex-primeiro-ministro José Sócrates, a ministra da Justiça disse que será uma decisão que cabe aos tribunais e questionada sobre se este processo está a manchar a imagem da justiça, marcado recentemente por substituições de advogados e nomeações de mais do que um defensor em simultâneo para o antigo primeiro-ministro, Rita Alarcão Júdice disse não ser indiferente à opinião pública.
"Como ministra da Justiça, não sou cega, surda e muito menos muda. E eu oiço o que a população sente, eu oiço e sinto e é-me transmitido o clamor que também este processo está a causar na Justiça. Eu não sou indiferente a essa situação. Este caso em concreto, esta medida que foi proposta pelo grupo parlamentar do PSD, acolho-a com bons olhos", disse.
Questionada sobre o novo diretor da Polícia Judiciária, que irá substituir Luís Neves, entretanto nomeado ministro da Administração Interna, após a saída de Maria Lúcia Amaral do Governo, a ministra da Justiça reiterou que a nomeação de um novo diretor-nacional, lugar vazio há cerca de um mês, acontecerá "em breve", possivelmente até ao final do mês, e que o nome escolhido virá de dentro da instituição.
"Esse nome vai ser conhecido assim que o senhor primeiro-ministro e eu própria tenhamos a decisão final sobre o tema", disse a ministra, acrescentando que "é preciso olhar para quem tem as melhores condições para assegurar" a "manutenção de um serviço de qualidade, de excelência".
Sobre a plataforma estatística esta quarta-feira apresentada, Rita Alarcão Júdice disse que "o objetivo essencial é dar mais informação de forma mais transparente, mais acessível, mais comparável" sobre a Justiça, disponível para todos, incluindo de forma aberta a académicos para investigação científica.
"Nós não gostamos de decidir com base em perceções e é importante sabermos os dados. (...) Também assim acredito que podemos todos, e aí não faço distinções entre governo, jornalismo e população em geral, podemos todos ajudar a combater desinformação, perceções e assim conseguimos também reforçar, não só as instituições como o Estado de Direito, que é a última análise, o que eu gostaria que resultasse também desta iniciativa", disse.
Para o objetivo de recolher e disponibilizar informação estatística com maior celeridade, a ministra referiu-se ainda a uma portaria esta quarta-feira publicada em Diário da República que vai "criar obrigatoriedade durante o processo de inquérito, toda a comunicação entre os órgãos de Polícia Criminal e os Tribunais e o Ministério Público ser feita por via eletrónica, com dados específicos, e que vai ajudar a acelerar" o processo.
Susana Videira, diretora-geral da Política de Justiça, disse ainda que "um esforço enorme no sentido de aproximar a data da recolha da data da divulgação", dando mais atualidade aos dados divulgados.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.