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Primeiro-ministro falava à margem da inauguração da 13.ª Festival do Vinho do Douro Superior que decorre até domingo, em Vila Nova de Foz Côa, no distrito da Guarda.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, defendeu esta sexta-feira que a economia portuguesa se tem destacado por crescer mais do que a média da União Europeia, com uma situação financeira de equilíbrio, apesar de ter enfrentado algumas adversidades este ano.
"Naturalmente, este ano enfrentamos uma realidade que nos trouxe duas grandes adversidades: em primeiro lugar, um comboio de tempestades e, em segundo lugar, um crescendo na instabilidade internacional, em particular no Médio Oriente, com o aumento do preço dos combustíveis e outros e fatores de produção", apontou o chefe do executivo.
Luis Montenegro admitiu que "o desafio é enorme, mas não é português".
"Seria muito bom para todos se fosse só em Portugal. É um desafio global. Nós temos capacidade, temos hoje uma economia resistente e resiliente. Temos uma visão de diversificação dos nossos mercados que potencia e mostra que somos capazes de ultrapassar este momento e tornar Portugal num país mais competitivo e atrativo", vincou.
O primeiro-ministro falava à margem da inauguração da 13.ª Festival do Vinho do Douro Superior que decorre até domingo, em Vila Nova de Foz Côa, no distrito da Guarda.
Esta sexta-feira, o jornal Público escreve que as exportações portuguesas estão a desacelerar e fizeram soar alarmes em Bruxelas. A Comissão Europeia reforça alertas relativamente às exportações portuguesas: a perda de quota de mercado internacional já registada em 2025 pode prolongar-se por mais dois anos.
Para Luis Montenegro, para tornar Portugal mais atrativo é preciso investir em vários domínios, exortando o país a acompanhar o Governo.
"Para tornar Portugal mais atrativo, para isso temos valorizado o trabalho, temos baixado os impostos sobre os rendimentos das pessoas, sobre as empresas para poderem investir mais. Temos um processo da reforma do Estado com as empresas e com mais agilidade, com mais rapidez e eficiência", disse.
O primeiro-ministro tem ainda a perspetiva de ter um marcado laboral mais dinâmico, como fazem as economias mais robustas na Europa e no mundo, e uma visão transversal de valorização do setor primário e valorizar o que o património natural proporciona, com a agricultura, a floresta ou a pecuária e a pesca.
Luís Montenegro apontou ainda que Portugal foi o país que no seio da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) teve uma maior valorização no rendimento das pessoas.
"Isto é já o resultado deste caminho e queremos também que a nossa economia, tal como a europeia, possam ter ganhos de competitividade para poder ombrear nos mercados internacionais", concluiu.
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