Primeiro-ministro manifestou o apoio do PSD à candidatura de Marques Mendes às presidenciais.
O presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, promete cumprir um programa de transformações na saúde, educação, habitação e transportes nos próximos três anos e meio, em que afasta a possibilidade de haver eleições legislativas antecipadas.
Numa mensagem de Ano Novo gravada em vídeo, esta quarta-feira divulgada nas redes sociais do PSD, Luís Montenegro refere-se também às presidenciais de 18 de janeiro, afirmando que o partido apoia "convictamente" o seu antigo presidente Luís Marques Mendes, mas ressalvando que "não são eleições partidárias".
Luís Montenegro considera que Marques Mendes "já mostrou ser o melhor candidato, o mais bem preparado para o exercício da função presidencial".
"Mas vamos depois ter um período de cerca de três anos e meio sem eleições nacionais, onde nos podemos, devemos concentrar em cumprir o nosso programa de reforma e transformação de Portugal", acrescenta.
Num contexto em que Governo PSD/CDS-PP não tem maioria absoluta no parlamento, defende que é preciso atuar "com coragem, com capacidade de iniciativa política, com capacidade também de diálogo, com humildade democrática".
"Na saúde, na educação, na habitação, nos transportes, na proteção do nosso património natural, na projeção de Portugal no mundo, nós temos um projeto que é um projeto de transformação, é um projeto de termos Portugal na linha da frente", afirma.
Luís Montenegro manifesta a ambição de criar "mais riqueza" e retoma a ideia de que é preciso corporizar "aquela mentalidade de Cristiano Ronaldo" de trabalhar o talento e elevar o esforço para conseguir "novas conquistas".
Segundo o primeiro-ministro, o Governo quer que os trabalhadores tenham "mais rendimento pelo seu esforço de trabalho" e aos pensionistas quer "garantir a sustentabilidade das suas pensões, a valorização das suas pensões", sem "deixar ninguém sem meios para ter uma vida digna e uma vida feliz".
Neste contexto, reforça que "ao PSD exige-se coragem, exige-se sentido de responsabilidade, exige-se que aproveite a possibilidade que os portugueses nos confiaram de gerir os destinos do país".
"Isso é a melhor maneira de nós podermos evocar a nossa história, dos nossos fundadores, de Francisco Sá Carneiro, de Francisco Pinto Balsemão, que nos deixou há pouco tempo, e também todos os outros que passaram pelo Governo e enobreceram este grande partido", argumenta.
Dirigindo-se aos militantes do PSD, Luís Montenegro conclui: "Conto convosco, um excelente ano de 2026. Vamos ao trabalho".
Sobre o ano de 2025, faz "um balanço muito positivo", salientando as vitórias nas legislativas antecipadas de 18 de maio, com "condições de governabilidade e estabilidade política", e nas eleições autárquicas de 12 de outubro, em que o PSD recuperou a liderança das associações nacionais de municípios e de freguesias.
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