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Correio da Manhã

Política
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Novo barco em Leixões carrega automóveis da Autoeuropa

Fábrica de Palmela muda de estratégia e passa a carregar navio a partir do Norte do País.
Sofia Garcia e José Eduardo Cação 28 de Novembro de 2018 às 08:41
Carros parados da Autoeuropa no porto de Setúbal
Autoeuropa
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Carros parados da Autoeuropa no porto de Setúbal
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Carros parados da Autoeuropa no porto de Setúbal
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A Autoeuropa decidiu carregar um navio no porto de Leixões como alternativa à paralisação de estivadores no porto de Setúbal, que tem limitado a exportação de automóveis produzidos pela fábrica de Palmela, apurou o CM.

A solução surge depois de o carregamento em Setúbal, que na semana passada obrigou à intervenção da polícia para permitir o acesso dos trabalhadores temporários ao porto, ter ficado aquém das expectativas.

Atracou esta madrugada no porto de Leixões o navio ‘Patara’, proveniente do porto de Santander, em Espanha, que será carregado ao longo do dia de hoje com centenas de automóveis da Volkswagen que há duas semanas aguardam embarque nos vários parques de estacionamento da fábrica e de infraestruturas a que Autoeuropa recorreu.

A fábrica do grupo Volkswagen está a produzir 880 unidades diárias. Só esta semana, numa primeira leva, o porto de Leixões vai receber 700 carros da fábrica. Ontem, tinham chegado àquela infraestrutura 100. Mas esta não será a única estação portuária a escoar os veículos.

O CM sabe que os portos de Santander e Vigo, em Espanha, serão também usados para colmatar o vazio deixado pelo porto de Setúbal desde que os estivadores eventuais iniciaram uma paralisação, a 5 de novembro. Pelo menos sete navios já regressaram de Setúbal ao país de origem completamente vazios.

Ontem, o Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística (SEAL) admitiu convergência nas posições dos estivadores e dos operadores logísticos, depois da intervenção do Governo no braço de ferro. "Os números aproximaram-se bastante, mas não em relação aos salários", afirmou António Mariano, presidente do SEAL.

Ainda assim, as empresas admitem integrar 56 trabalhadores nos quadros, número proposto pelo sindicato. As reuniões são retomadas amanhã e na sexta-feira.

"Há solidariedade da nossa parte com Setúbal"
No porto de Leixões, onde serão carregados carros da Autoeuropa, os estivadores também estão revoltados.

"Estamos solidários com os estivadores de Setúbal porque também nós vivemos numa situação injusta. Chegamos a ser contratados e despedidos duas vezes ao dia. Há colegas a fazer trabalhos sem qualificações. O sindicato e os patrões escondem as situações", diz ao CM Hélder, um dos estivadores.
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