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Parlamento da Madeira debate proposta de alteração ao subsídio de mobilidade em 20 de janeiro

Decisão foi aprovada por unanimidade na reunião da Conferência dos Representantes dos Partidos com assento no parlamento regional.

15 de janeiro de 2026 às 16:41

O parlamento da Madeira vai debater a proposta de alteração do subsídio social de mobilidade, apresentada pela maioria PSD/CDS-PP, na reunião plenária de 20 de janeiro, indicou esta quinta-feira a Conferência dos Representantes dos Partidos.

"Tratando-se de um assunto de caráter prioritário e de extrema relevância e urgência para a região, deliberou-se, ao abrigo do regimento do parlamento madeirense, que a votação da generalidade será efetuada após a discussão, seguindo-se a discussão e votação na especialidade, e posteriormente a votação final global desta iniciativa legislativa", refere em comunicado.

A decisão foi aprovada por unanimidade na reunião da Conferência dos Representantes dos Partidos com assento no parlamento regional -- PSD, JPP, PS, Chega, CDS-PP e IL --, que se realizou esta quinta-feira.

O projeto de proposta de Lei à Assembleia da República, da autoria do PSD e do CDS-PP, partidos que suportam o Governo Regional em coligação, decorre da entrada em vigor do novo regime do subsídio social de mobilidade, em 6 de janeiro, que impõe a obrigatoriedade de ausência de dívidas ao fisco e à Segurança Social para aceder ao subsídio de mobilidade.

O Governo da Madeira e todos os partidos com assento na Assembleia Legislativa Regional manifestaram-se contra aquela norma do diploma, que, entretanto, foi suspensa pelo Governo da República na quarta-feira.

Num comunicado conjunto, o Ministério de Estado e das Finanças e o Ministério das Infraestruturas e Habitação anunciaram que a "exigência de não existência de dívidas fiscais fica suspensa até 31 de janeiro" e que, durante esse período, o Governo irá avaliar com os governos regionais da Madeira e dos Açores a aplicação da medida.

Esta quinta-feira, o presidente do executivo madeirense, o social-democrata Miguel Albuquerque, manifestou-se satisfeito com a decisão e disse ter a certeza de que a suspensão da obrigatoriedade de ausência de dívidas para aceder ao subsídio de mobilidade será para sempre.

Albuquerque sublinhou que, apesar da suspensão do diploma até 31 de janeiro, a região vai prosseguir com a elaboração da proposta de Lei à Assembleia da República para derrogar as normas do diploma, que classifica como "inconstitucionais e inaceitáveis".

Na reunião, a Conferência dos Representantes dos Partidos do parlamento madeirense rejeitou, no entanto, um requerimento do JPP, o maior partido da oposição regional, para a realização de um debate de urgência sobre "A violação dos direitos autonómicos com as recentes alterações aos Subsídio Social de Mobilidade".

A iniciativa contou com os votos contra da maioria PSD/CDS-PP e a abstenção da Iniciativa Liberal, registando votos a favor do partido preponente, do PS e do Chega.

A Conferência dos Representantes dos Partidos agendou, por outro lado, o debate mensal com o Governo Regional para 27 de janeiro, sendo o tema escolhido "O novo regime do Subsídio Social de Mobilidade", proposto pela maioria PSD/CDS-PP.

Criado em 2015, o subsídio social de mobilidade garante passagens aéreas entre a Madeira e continente (ida e volta) a 79 euros para residentes e 59 euros para estudantes, mas implica o pagamento do bilhete na totalidade, até ao teto máximo de 400 euros, valor que por vezes é ultrapassado pelas companhias, sendo que o reembolso é processado após a viagem.

No caso dos Açores, o valor máximo pago é de 119 euros para residentes no arquipélago e 89 para estudantes, havendo um limite de 600 euros no custo elegível da passagem e sendo também necessário pagar primeiro a totalidade do valor no ato de compra.

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