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Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Passos Coelho pede “espírito reformista” para o País e critica Governo de António Costa

PSD juntou antigos líderes ao almoço para assinalar a data. Ex-PM diz que País precisa de “agenda transformadora” e ataca inação do PS quando tinha maioria.

07 de maio de 2025 às 01:30

No dia de aniversário do PSD, a AD aproveitou a data para fazer o pleno, juntando a data à campanha. O candidato da Aliança Democrática e presidente do Partido Social Democrata começou com uma arruada em Sintra e seguiu para a sede do partido, em Lisboa, para um almoço com os ex-líderes do partido. Um encontro que serviu para troca de ideias e para destacarem todos a necessidade de haver estabilidade. Pedro Passos Coelho não tem dúvidas que o que falta ao País é “espírito reformista”. “É preciso que exista verdadeiramente um espírito reformista que possa estar ao serviço da estabilidade”, defendeu o ex-PM, atirando farpas ao Governo de António Costa: “Em anos a fio tivemos estabilidade que não esteve ao serviço de nenhuma agenda transformadora. O País devia ter feito transformações e reformas em tempos mais favoráveis, a verdade é que as duas coisas são necessárias”, disse, considerando que isso não aconteceu. Montenegro concordou e acusou o PS de ser pouco ambicioso. “Temos duas grandes propostas políticas, a da AD, que tem esse espírito reformista, e o PS, que se preocupa com a gestão do dia a dia e apresenta uma ambição frouxa, uma visão de deixar tudo na mesma”, disse. Ao almoço, faltaram Francisco Pinto Balsemão e Rui Machete, por doença, e Durão Barroso, por se encontrar no estrangeiro, mas deixou uma mensagem de apoio ao candidato. Já Marques Mendes disse acreditar que os portugueses “vão ter um ato de lucidez” e que “uma grande parte vai votar essencialmente a pensar em estabilidade”. No mesmo sentido seguiu Manuela Ferreira Leite: “As pessoas devem ter lucidez suficiente para perceber que não é possível fazer progredir o País numa instabilidade”, referiu.

No almoço, no qual estiveram ainda Cavaco Silva, Fernando Nogueira, Santana Lopes e Rui Rio, o antecessor de Montenegro destacou a importância do partido no desenvolvimento do País e lembrou que este almoço não é um regresso ao passado. “Um partido que não releve o seu passado não terá futuro”, resumiu Rio.

O dia da AD rumo às eleições terminou com um jantar de aniversário do partido, com militantes, no Centro de Congressos de Lisboa.

FRASES DO DIA

Pedro Nuno Santos - Secretário-geral do PS

É um almoço importante para lembrar os portugueses, nomeadamente os pensionistas, do que o PSD lhes fez. Passos Coelho sinaliza quem é o partido em que podem e não confiar.

Paulo Raimundo - Secretário-geral do PCP

Estou a ver qual é a ementa. Deve ser batatas fritas de Bruxelas, uma salsicha alemã e uma sopa ralinha, com muita água. É uma ementa que cheira à ‘troika’.

Rui Tavares - Porta-voz do Livre

Esse almoço acaba por nos mostrar aquelas várias facetas que compõem a verdadeira face da direita, nomeadamente, a face de uma certa arrogância.

Inês Sousa Real - Porta-voz do PAN

Parece-nos que é um regresso ao passado, em vez de termos os olhos no futuro. Esse encontro de históricos só se faz no masculino mais uma vez.

Mariana Mortágua - Coordenadora do BE

Temos dois factos caricatos: Cavaco a atestar a ética de Montenegro e Passos a entrar na campanha para celebrar a reconciliação do PSD com os pensionistas.

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