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Secretário-geral do PCP diz que Executivo prometeu que "ia ser tudo muito rápido" e ainda há pessoas sem luz, telecomunicações e casa.
O secretário-geral do PCP acusou, este sábado, o Governo PSD/CDS-PP de "muita propaganda e encenação" sobre as tempestades que assolaram o país, porque prometeu que "ia ser tudo muito rápido" e ainda há pessoas sem luz, telecomunicações e casa.
"O Governo disse que ia ser tudo muito rápido, a recuperação ia ser muito rápida e que o dinheiro ia chegar às pessoas e a realidade é que quatro meses depois, ainda temos pessoas sem luz, sem telecomunicações e muita gente à espera de reabilitar a sua habitação própria", afirmou Paulo Raimundo, depois de questionado sobre o relatório da Presidência da República sobre o mau tempo.
À margem da XII Assembleia da Organização Regional de Aveiro do PCP, o líder comunista considerou que houve "muita propaganda e encenação", porque os apoios não chegaram como deveriam ter chegado, nem com a rapidez que deveriam ter chegado ou como foi anunciado que iriam chegar.
"Isto demonstra lacunas, demonstra problemas e demonstra falta de coordenação", resumiu. "Os apoios têm de chegar às pessoas, essa é que é a grande questão que é preciso resolver", insistiu.
O secretário-geral do PCP apontou ainda que o país tem "experiência acumulada de má gestão neste tipo de situações".
No relatório da Presidência Aberta na Zona Centro do país, realizada por António José Seguro entre 06 e 10 de abril às zonas afetadas pelas tempestades, divulgado, este sábado, pelo Público e a que a Lusa teve acesso, o Presidente da República considera que as consequências do mau tempo que atingiu o país no início do ano exigem que "se acelerem apoios, se clarifiquem medidas" e se melhore a coordenação entre entidades no terreno.
"As preocupações identificadas ao longo da Presidência Aberta são claras: a lentidão de alguns apoios, a persistência de situações por resolver, a necessidade de reforçar a redundância das telecomunicações, do fornecimento de energia, das acessibilidades e da comunicação em emergência, e a urgência de garantir que o território entra nos meses de maior risco em condições mais seguras do que aquelas em que saiu do inverno", refere.
O relatório aponta ainda que a governação da crise gerada pelas tempestades de janeiro e fevereiro "revelou insuficiências de coordenação, clareza e interoperabilidade".
"A crise expôs debilidades no aviso, na comunicação de risco, na articulação entre níveis da administração, na clareza dos interlocutores setoriais, no enquadramento do apoio militar, na interoperabilidade entre plataformas e na capacidade de tratamento administrativo da informação", refere o documento.
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