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Paulo Raimundo acusa o governo de transformar "a vida da juventude num inferno"

Secretário-geral do PCP afirmou que os jovens são aqueles que "em média tem contratos precários, contratos a prazo, contratos a tempo, contratos a dia e falsos recibos verdes".

22 de abril de 2026 às 22:17

O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, acusou esta quarta-feira o governo de empurrar a "vida da juventude" para precariedade e emigração, ao transformar os problemas da habitação e do acesso aos transportes "num negócio".

Numa sessão pública com estudantes, na sede do Conselho Nacional da Juventude, em Lisboa, Paulo Raimundo disse que o governo está a transformar a vida da juventude na geração mais precária com "baixos salários e mais instabilidade".

As reformas do governo estão a transformar a "vida da juventude num inferno", defendeu Paulo Raimundo, acrescentando que se a lei laboral for para a frente vai haver um acumular de mais "precariedade à precariedade", quando os jovens são os mais "precários de todos os precários".

Paulo Raimundo afirmou que os jovens são aqueles que "em média tem contratos precários, contratos a prazo, contratos a tempo, contratos a dia e falsos recibos verdes".

"O primeiro-ministro também afirma que a juventude quer uma lei mais moderna, ele pode dizer isto, mas ele não pode acreditar na vontade dele, não pode acreditar que um jovem está tranquilo a viver permanentemente na precariedade, com o machado no pescoço", disse o secretário-geral do PCP.

Dirigindo-se aos jovens presentes, Raimundo apelou à mobilização contra a "maioria absoluta arrogante", dizendo que "quem iniciou a derrota política da maior maioria absoluta arrogante" - referindo-se ao governo do antigo primeiro-ministro Cavaco Silva, "foi exatamente o movimento juvenil".

Os estudantes presentes na sessão pública manifestaram-se contra a degradação da escola pública, o aumento de propinas, os exames nacionais, a elitização do ensino superior, o preço elevado e a falta de alojamento estudantil.

Uma estudante do Porto acusou o governo de colocar mais entraves ao ensino superior com "um sistema de avaliação que promove a triagem", referindo-se às provas de numeracia, literacia e inglês, incluídas na proposta de decreto-lei que o Ministério da Educação apresentou.

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