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Paulo Rangel diz que União Europeia está de acordo com retoma de negociações com Irão

Chefes de diplomacia dos Estados-membros reuniram-se para discutir a ofensiva militar israelita e norte-americana.

01 de março de 2026 às 22:03

O ministro dos Negócios Estrangeiros português disse, este domingo, à Lusa que há consenso entre os parceiros europeus para retomar negociações com o Irão e coordenar o repatriamento de cidadãos europeus retidos no Golfo.

Os chefes de diplomacia dos Estados-membros da União Europeia reuniram-se, este domingo, para discutir a ofensiva militar israelita e norte-americana contra o regime islâmico de Teerão.

"Houve um consenso, diria eu, no sentido de que é muito importante (...) haver contenção, é muito importante haver limitação dos danos e, assim que possível" deve-se "retomar as negociações", referiu Paulo Rangel.

Destacou que "também ficou muito clara a solidariedade com os países do Golfo".

"Praticamente todos os ministros, eu próprio também o fiz, já tinham falado com vários, se não com todos os seus homólogos do Qatar, do Bahrein, dos Emirados, da Arábia Saudita, da Omã, da Jordânia", relatou.

Paulo Rangel criticou a resposta iraniana, com "um conjunto de países que foram objeto de uma retaliação pelo Irão, o que não se compreende" porque "há aqui um conflito em que estão os Estados Unidos e Israel de um lado, o Irão do outro".

Aquilo que "será expectável é que haja um ataque basicamente recíproco e não envolver Estados terceiros", defendeu

O ministro adiantou que "há vontade de marcar já uma reunião da União Europeia, dos ministros dos Negócios Estrangeiros com os ministros do Conselho de Cooperação do Golfo".

"O resultado com efeitos práticos mais importante foi a questão dos cidadãos europeus que estão neste momento retidos" nesses países, em particular nos Emirados, no Qatar, na Arábia Saudita, tal como Israel, que "também está nesta situação" e no Irão.

No caso do Irão, "as pessoas que temos, que têm nacionalidade portuguesa, não chegam uma dezena e todas querem lá ficar, o que não quer dizer que se mudarem de ideias não se possa tentar encontrar uma solução alternativa", disse.

O ministro sublinhou a questão "da necessidade de, eventualmente, repatriar os cidadãos europeus que estão no Golfo e, designadamente, aqueles que estão em trânsito".

No entanto, "há pessoas que estão em férias, há pessoas que estão a trabalhar durante dois ou três dias em viagens de negócios, há as pessoas que estão simplesmente em trânsito e a usar o aeroporto de Dubai ou o aeroporto de Doha para ir e para vir e que ficaram retidas naquela região sem possibilidade de sair", notou.

"Tem que se encontrar uma solução para que essas pessoas possam regressar aos seus países", sublinhou, referindo que "se acordou que haveria, no fundo, uma espécie de coordenação europeia deste processo de repatriamento".

"Chipre, porque tem a presidência [do Conselho da União Europeia], porque tem esta localização, já está a coordenar esforços e houve aqui um compromisso para este efeito, destacou.

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