page view

PCP considera que Governo deve garantir que nenhum aluno é prejudicado por correção de exames

Pela primeira vez este ano, as mais de 300 mil provas realizadas pelos alunos do 11.º e 12.º anos foram todas digitalizadas e só depois distribuídas pelos professores para serem avaliadas.

05 de julho de 2026 às 18:42

O secretário-geral do PCP defendeu este domingo que o Governo tem de garantir que nenhum aluno é prejudicado pela "bronca descomunal" na classificação digital dos exames nacionais e acusou o executivo de "sacudir responsabilidades".

"Isto é um problema de fundo, estrutural, do processo que é da responsabilidade única e exclusiva do Governo. Nem os professores podem ser injustamente acusados, e, talvez até mais determinante, nenhum aluno pode ser prejudicado com esta trapalhada", afirmou Paulo Raimundo em declarações à Lusa à margem da participação no Passeio das Mulheres CDU -- Porto, que se realizou em Vilar de Mouros, Caminha, no distrito de Viana do Castelo.

O líder do PCP considera que "infelizmente não está" garantido que nenhum aluno seja prejudicado com este primeiro ano de correção digital das provas de exame do 11.º e 12.º ano, que levou professores a relatar não ter acesso aos itens de classificação, receber respostas incompletas e constrangimentos na plataforma.

Paulo Raimundo considera que o Governo "vai ter de apresentar" alguma forma de garantir que nenhum aluno seja prejudicado com aquilo a que chamou, durante o discurso, de "bronca descomunal" e "gestão calamitosa".

"O governo vai ter que resolver isto. Acho que um governo que tem esta atitude, esta forma de estar, de empurrar com a barriga e de não assumir responsabilidades, dificilmente está em condições de resolver. Mas logo veremos o que é que vai fazer", observou.

O secretário-geral comunista lamenta que a primeira reação do Governo tenha sido "sacudir as responsabilidades".

Pela primeira vez este ano, as mais de 300 mil provas realizadas pelos alunos do 11.º e 12.º anos foram todas digitalizadas e só depois distribuídas pelos professores para serem avaliadas.

No sábado o movimento de professores S.O.S Escola Pública denunciou que os docentes avaliadores continuam sem receber exames nacionais para corrigir, acusando o ministro da Educação de mentir ao dizer que há apenas "duas ou três provas" por entregar.

Na sexta-feira, perante as dificuldades informáticas na correção dos exames nacionais, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, adiou a data de divulgação dos resultados das provas, e o calendário de realização da segunda fase dos exames nacionais.

Os professores terão agora até 14 de julho para classificar as provas (era até dia 10), e os resultados serão afixados a 17 de julho, em vez de 14 de julho.

O novo calendário prevê ainda que a segunda fase dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário, que deveria começar a 16 de julho, arranque apenas na tarde de 20 de julho e termine a 24 de julho, em vez de 22 de julho.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Bom Dia

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8