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Correio da Manhã

Política
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PCP defende aumentos salariais para que Marcelo deixe de ter "vergonha da pobreza"

Jerónimo de Sousa afirma que o executivo socialista devia "dar a força do exemplo".
Lusa 28 de Março de 2018 às 19:07
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
O líder comunista, Jerónimo de Sousa, reiterou esta quarta-feira a defesa dos aumentos salariais generalizados, sugerindo aquela medida ao Presidente da República e ao Governo para que Marcelo Rebelo de Sousa deixe de ter "vergonha da pobreza".

"Ouvi, recentemente, o Presidente da República dizer que tinha vergonha da pobreza. Pois, para deixarmos de ter vergonha, temos uma boa solução: valorizar os salários para que eles deixem de ser pobres", afirmou, enquanto cumprimentou e foi saudado por participantes na manifestação de trabalhadores, convocada pela Interjovem/CGTP-IN, em Lisboa.

O secretário-geral do PCP sublinhou que "a pobreza em Portugal atinge não só aqueles que já estão em situação de miséria extrema, mas pessoas que trabalham e, no entanto, empobrecem, tendo em conta esse valor baixo dos salários", citando relatórios e documentos nacionais e internacionais de várias instituições onde tal situação é demonstrada.

"[O Governo] pode estar atento, mas o que era necessário, no essencial, era medidas positivas no plano legislativo, designadamente um princípio que o PCP defende: para cada posto de trabalho permanente um contrato de trabalho efetivo", exemplificou Jerónimo de Sousa.

Para o líder comunista o executivo socialista devia "dar a força do exemplo" na administração pública, relativamente à precariedade, em vez de "incentivar o setor privado" a praticar o mesmo, e adotar formas de "combater muitos abusos" no mundo laboral e a degradação de outros direitos.

Jerónimo de Sousa enalteceu ainda a participação de milhares de jovens na manifestação - do Cais do Sodré até à Assembleia da República -, que "derrotam a tese de que não querem saber" e reclamam "querer o direito a terem direitos" contra "o trabalho temporário, à hora, à peça, sem saberem o dia de amanhã, algo dramático para as suas vidas e famílias".
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