Barra Cofina

Correio da Manhã

Política
4

Pessimismo ‘arrasa’ previsões económicas

Um terço dos portugueses estima que o País estará pior em 2020 e daqui a três anos.
João Maltez e Salomé Pinto 15 de Abril de 2019 às 08:24
Dinheiro
Dinheiro
Dinheiro
Dinheiro
Dinheiro
Dinheiro
Dinheiro
Dinheiro
Dinheiro
Os portugueses estão mais pessimistas sobre o futuro da economia, segundo uma sondagem da Aximage para o CM e o ‘Negócios’.

Cerca de um terço dos inquiridos estima que o País estará pior em 2020 e 2022. Apenas 20% e 29,5% preveem uma melhoria da economia daqui a um e três anos.

As expectativas estiveram em alta, em abril de 2017 e de 2018, mas o pessimismo voltou a abater-se sobre os portugueses, a seis meses das eleições legislativas de 6 de outubro.

Os resultados regressam aos níveis do início do mandato do Governo de António Costa, em abril de 2016.

Há três anos, 30,3% e 25,1% dos portugueses anteviam um mau desempenho da economia a um e três anos, respetivamente.

Apenas 28,4% tinham uma visão positiva para um ano, embora as perspetivas fossem mais otimistas para três anos: 49% achavam que a economia iria melhorar.

Depois de o Executivo ter conquistado a confiança dos portugueses, provando que a reposição de rendimentos era compatível com finanças saudáveis, agora novos desafios têm provocado erosão no Governo.

A polémica em torno das nomeações de familiares, as previsões mais negativas do FMI, da Comissão Europeia ou do Banco de Portugal, o Brexit e a guerra comercial entre a China e os EUA poderão estar na origem deste novo pessimismo.

Só a OCDE é mais otimista do que o Governo
Entre as principais instituições nacionais e internacionais que avançam com estimativas sobre o crescimento da economia nacional para 2019, só a OCDE – que prevê uma subida de 2,1% do Produto Interno Bruto – aponta para um valor melhor do que o esperado pelo Governo (1,9%).

O Fundo Monetário Internacional, a Comissão Europeia e o Banco de Portugal estimam um aumento de 1,7% e o Conselho de Finanças Públicas de 1,6%.

Défice esperado este ano poderá ser excedente
O Programa de Estabilidade 2019-2013, que o ministro das Finanças enviará hoje para Bruxelas, mantém o défice de 2019 em 0,2% do PIB.

Contudo, caso se repita a tendência com as previsões dos anteriores programas de Mário Centeno, poderá haver um excedente orçamental.

Em 2018, a estimativa era de um défice de 0,7%, mas ficou em 0,5%. No programa que vai para Bruxelas, apurou o CM, são avançados excedentes entre 0,2% e 0,8%, de 2020 a 2023. Neste último ano, a dívida pública baixará para 99,5% do PIB.

-- 

FICHA TÉCNICA
Universo:
Indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidores de telemóvel.

Amostra:
Aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, atividade e voto legislativo) e representativa do universo foi extraída de um subuniverso obtido de forma idêntica. A amostra teve 602 entrevistas efetivas: 293 a homens e 309 a mulheres; 58 no Interior Norte Centro, 79 no Litoral Norte, 103 na Área Metropolitana do Porto, 112 no Litoral Centro, 167 na Área Metropolitana de Lisboa e 79 no Sul e ilhas; 98 em aldeias, 164 em vilas e 340 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

Técnica:
Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido entre os dias 30 de março e 1 de abril de 2019, com uma taxa de resposta de 74,7%.

Erro probabilístico:
Para o total de uma amostra aleatória simples com 602 entrevistas, o desvio-padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma margem de erro - a 95% - de 4,00%).

Responsabilidade do estudo:
Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)