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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Portugal manifesta solidariedade ao Brasil pelas vítimas das fortes chuvas

Pelo menos 53 pessoas morreram e 15 estão desaparecidas devido a chuvas torrenciais no estado brasileiro de Minas Gerais.

26 de fevereiro de 2026 às 20:05

O Governo português manifestou esta quinta-feira condolências e solidariedade "ao povo e autoridades do Brasil", na sequência das chuvas torrenciais no estado brasileiro de Minas Gerais que já provocaram a morte a pelo menos 53 pessoas.

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros indicou que "acompanha com consternação as graves consequências do temporal na Zona da Mata de Minas Gerais, em especial em Juiz de Fora e Ubá, que causou vítimas mortais e desaparecidos".

"Envia as mais sentidas condolências e a sua solidariedade ao povo e autoridades do Brasil", acrescentou.

Pelo menos 53 pessoas morreram e 15 estão desaparecidas devido a chuvas torrenciais no estado brasileiro de Minas Gerais, indicou esta quinta-feira o Corpo de Bombeiros em novo balanço.

O balanço, divulgado pelo Corpo de Bombeiros, inclui a descoberta de seis pessoas mortas que até quarta-feira eram dadas como desaparecidas.

O maior número de vítimas, (47 mortos e 13 desaparecidos), foi registado em Juiz de Fora, uma cidade com meio milhão de habitantes situada no sul de Minas Gerais, perto da fronteira com o Rio de Janeiro.

As restantes vítimas foram registadas em Ubá, um município a cerca de 100 quilómetros de distância, também localizado na chamada Zona da Mata, uma região serrana que costuma registar fortes precipitações no verão austral.

O temporal começou na segunda-feira e provocou vários deslizamentos de terra, graves inundações que submergiram bairros inteiros e danos estruturais em infraestruturas.

As chuvas persistem e causaram novas inundações e derrocadas na manhã desta quinta-feira, enquanto os bombeiros e as forças de segurança mantêm uma operação para resgatar as pessoas afetadas.

Cerca de 3.600 habitantes de Juiz de Fora e Ubá tiveram de abandonar as suas casas desde segunda-feira e encontram-se alojados em abrigos temporários e em casas de familiares.

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