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PPM defende revisão urgente da tabela remuneratória da Função Pública

Paulo Estêvão revela que há "funcionários que estão a entrar e vão ganhar praticamente a mesma coisa que funcionários que já estão há 20 ou 25 anos".

11 de março de 2025 às 13:59

A candidatura do PPM às eleições antecipadas da Madeira defendeu esta terça-feira a revisão urgente da tabela remuneratória da Função Pública e o descongelamento do tempo de serviço dos funcionários, alertando para a necessidade de renovação no setor.

"Urgente revisão da carreira do ponto de vista remuneratório, porque, neste momento, temos funcionários que estão a entrar e vão ganhar praticamente a mesma coisa que funcionários que já estão há 20 ou 25 anos", explicou o secretário-geral do partido, Paulo Estêvão, reforçando que "a carreira está esmagada na base e tem de existir uma recuperação salarial dos funcionários públicos".

O dirigente falava após uma reunião da candidatura do PPM no Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública da Região Autónoma da Madeira.

O secretário-geral do partido foi o porta-voz candidatura, uma vez que o cabeça de lista, Paulo Brito, não participa esta terça-feira nas ações de campanha por motivos de saúde.

O Partido Popular Monárquico listou três problemas ao nível da Função Pública que pretende ver resolvidos: a revisão da tabela remuneratória, o descongelamento do tempo de serviço, sobretudo para os funcionários que entraram depois de 2007, e o envelhecimento dos trabalhadores.

"A média de idade é muito alta", alertou, para logo acrescentar: "A substituição deve ser feita desde já, para garantir a continuidade dos serviços públicos com a mesma eficácia".

Além da reunião no Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública, a candidatura do PPM agendou para esta terça-feira ações de contacto com a população em diversos locais, bem como a afixação de cartazes, tarefa que só iniciou após o arranque da campanha oficial, no domingo.

Os cartazes destacam a necessidade da redução fiscal, com a aplicação do diferencial máximo de 30% em todos os impostos na Madeira, como forma de a população recuperar poder de compra, e também a necessidade de "acabar com a anarquia e garantir a estabilidade".

"Connosco não haverá moções de censura, quem ganhar governa quatro anos", disse Paulo Estêvão.

O secretário-geral do PPM, também secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades dos Açores, no governo de coligação PSD/CDS-PP/PPM, regressa esta terça-feira àquele arquipélago, mas prevê voltar à Madeira no próximo sábado para acompanhar a campanha do partido até ao dia das eleições.

As legislativas da Madeira de 23 de março, as terceiras em cerca de um ano e meio, decorrem com 14 candidaturas a disputar os 47 lugares no parlamento regional, num círculo único: CDU (PCP/PEV), PSD, Livre, JPP, Nova Direita, PAN, Força Madeira (PTP/MPT/RIR), PS, IL, PPM, BE, Chega, ADN e CDS-PP.

As eleições antecipadas ocorrem 10 meses após as anteriores, na sequência da aprovação de uma moção de censura apresentada pelo Chega - que a justificou com as investigações judiciais envolvendo membros do Governo Regional minoritário do PSD, inclusive o presidente, Miguel Albuquerque -- e da dissolução da Assembleia Legislativa pelo Presidente da República.

O PSD tem 19 eleitos regionais, o PS 11, o JPP nove, o Chega três e o CDS-PP dois. PAN e IL têm um assento cada e há ainda uma deputada independente (ex-Chega).

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