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Presidente da República defende que "País precisa de acordo equilibrado em matéria de legislação laboral"

Chefe de Estado disse saber que nada está fechado em matéria de legislação laboral, através de informações que recolheu.

10 de março de 2026 às 13:41

O Presidente da República defendeu esta terça-feira que o país precisa de "um acordo equilibrado" em matéria de legislação laboral, apelando a que representantes dos trabalhadores, empresários e Governo voltem a sentar-se à mesa e encontrem uma solução.

"Fiz um apelo e renovo aqui este apelo: O país precisa de um acordo equilibrado em matéria de legislação laboral", destacou António José Seguro.

No segundo dia do programa de tomada de posse, o Presidente da República visitou a aldeia de Mourísia, na União das Freguesias de Cerdeira e Moura da Serra, no concelho de Arganil, distrito de Coimbra, que em 2025 esteve cercada por chamas.

Em declarações aos jornalistas, o chefe de Estado disse saber que nada está fechado em matéria de legislação laboral, através de informações que recolheu.

"Por isso o meu apelo, renovo aqui, é que os representantes dos trabalhadores, os representantes dos empresários e o Governo voltem rapidamente a sentar-se para encontrarem uma solução que passe por um acordo equilibrado entre as partes", salientou.

Seguro afirmou ser um homem de esperança e, por isso, espera que "o regresso à mesa das negociações conduza a um acordo equilibrado".

"É esse o meu desejo", manifestou.

O anteprojeto intitulado "Trabalho XXI" foi apresentado pelo Governo de Luís Montenegro (PSD e CDS-PP) em 24 de julho de 2025 e a ministra do Trabalho já sinalizou a intenção de submeter a proposta de lei no parlamento, ainda que não se comprometa com uma data.

Em janeiro deste ano, durante a campanha para as presidenciais, António José Seguro afirmou que não promulgaria as alterações à legislação laboral tal como estão porque a questão "não fez parte" das propostas eleitorais e porque "não houve acordo" em concertação social.

"Primeiro, não fez parte a proposta eleitoral dos partidos que estão hoje no lugar. Segundo, não houve acordo na concertação social", afirmou o candidato apoiado pelo PS, quando questionado sobre vetava ou não o pacote laboral apresentado pelo Governo.

Na altura lembrou que, no caso da lei do Trabalho, "a concertação social é fundamental nas sociedades modernas para criar a tal previsibilidade e a tal estabilidade" e as alterações às regras não deviam ter "marcas ideológicas", mas serem "associadas a objetivos".

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