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O ator João Barbosa morreu este domingo, em Lisboa, aos 56 anos.
O Presidente da República, António José Seguro, lamentou esta segunda-feira morte do ator João Barbosa, considerando que deixou uma "marca inconfundível" e que uma "enorme legião de amigos" e companheiros de profissão não o esquecerão.
"É com mágoa e tristeza que o Presidente da República toma conhecimento da morte do ator João Barbosa, aos 56 anos de idade", lê-se na nota publicada no 'site' oficial da Presidência da República.
Na nota, refere-se que a carreira do ator se iniciou em 2003 com a Ópera do Malandro, passando pela televisão, pelo cinema e pelo teatro, "tendo sido uma das presenças mais amáveis e generosas na companhia lisboeta Teatro do Bairro, onde trabalhou nos palcos de Rei Lear, de Shakespeare, Ubu Rei, de Alfred Jarry, De Passagem, de Luísa Costa Gomes, Festa de Aniversário, de Harold Pinter, ou À Espera de Godot, de Samuel Beckett -- com encenações de António Pires".
"Colaborando em filmes de João Botelho, João Canijo, Pedro Pinho ou Joaquim Leitão, entre outros, mas também em produções de telenovela portuguesa, João Barbosa deixou a sua marca inconfundível, a sua voz, e uma enorme legião de amigos e companheiros de profissão que o não esquecerão", salienta-se na nota do chefe de Estado.
Na mensagem, o Presidente da República apresenta as suas sentidas condolências à família do ator, aos seus amigos e ao Teatro do Bairro.
Nascido em Bruxelas em 19 de junho de 1969, João Barbosa começou a formação como ator num curso de Expressão Dramática no Instituto de Formação, Investigação e Criação Teatral (IFICT), em 1999, e frequentou o curso de Formação de Actores da ACT - Escola de Actores para Cinema e Televisão poucos anos depois.
"Há notícias que nos deixam sem palavras. Hoje é um desses dias. É com uma profunda tristeza que nos despedimos do João, um dos rostos mais queridos da nossa família do Teatro do Bairro. Mais, muito mais, do que um elemento da nossa companhia, o João foi presença, amizade, generosidade e coração. A sua alegria contagiante, o seu enorme talento e a forma única como tocava a quem com ele privava, ficarão para sempre gravados na memória de todos nós", pode ler-se numa publicação do Teatro do Bairro nas redes sociais.
O Teatro do Bairro realça ainda que João Botelho, "no palco e fora dele, deixou marcas impossíveis de apagar".
"Partilhámos risos, desafios, sonhos e incontáveis momentos que hoje guardamos com um carinho ainda maior. A sua partida deixa um vazio imenso, mas também uma herança de afeto, dedicação e humanidade que continuará a inspirar-nos todos os dias", acrescenta o Teatro do Bairro.
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