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Primeiro-ministro evoca "cooperação e convergência" com Seguro no período da "troika"

Posição foi transmitida pelo líder do executivo em São Bento, em resposta a questões dos jornalistas, no final de uma reunião do Conselho de Ministros.

05 de março de 2026 às 18:05

O primeiro-ministro manifestou esta quinta-feira "certeza absoluta" de que terá uma boa relação pessoal e institucional com o novo Presidente da República, António José Seguro, e evocou a "cooperação e convergência" entre ambos no período da troika.

Esta posição foi transmitida pelo líder do executivo em São Bento, em resposta a questões dos jornalistas, no final de uma reunião do Conselho de Ministros que foi presidido por Marcelo Rebelo de Sousa, que cessa funções como chefe de Estado na próxima segunda-feira.

Interrogado sobre o encontro que teve na semana passada com o Presidente da República eleito, no Palácio de Queluz, Luís Montenegro caracterizou-o como "muito produtivo, muito diversificado em relação aos temas tratados e empático".

Depois, recordou os tempos em que António José Seguro desempenhou as funções de secretário-geral do PS entre 2011/2014, e ele, nesse mesmo período, de presidente do Grupo Parlamentar social-democrata, numa altura em que o Governo PSD/CDS era chefiado por Pedro Passos Coelho e em que Portugal se encontrava sob assistência financeira externa. Nesse encontro que teve com António José Seguro, na semana passada, no Palácio de Queluz, na perspetiva do primeiro-ministro, "foi um reanimar de uma relação" que os dois tiveram na Assembleia da República durante vários anos.

Uma relação que "teve depois uma expressão mais viva no período em que eu exercia as funções de presidente do Grupo Parlamentar do PSD e o doutor António José Seguro de secretário-geral do Partido Socialista". "Tivemos debates muito vivos, mas onde também imperou um espírito de cooperação e de convergência que era absolutamente essencial à época para ultrapassar a grave crise financeira que tinha, de resto, trazido a assistência financeira para o país", completou o primeiro-ministro.

Sobre o seu mais recente encontro com o Presidente da República eleito, houve "um respeito recíproco muito assinalável". "Do meu ponto de vista, expressa uma expectativa muito positiva relativamente ao relacionamento e cooperação institucional a partir da próxima segunda-feira.

Tenho a certeza absoluta que nos vamos entender bem do ponto de vista pessoal e do ponto de vista institucional", advogou. Em última análise, esse quadro de boas relações pessoais e institucionais entre primeiro-ministro e Presidente da República, acrescentou Luís Montenegro, "cumpre aquilo que é também a expectativa do povo português que tomou a opção de escolher um Governo e que agora tomou a opção de escolher um Presidente da República", acrescentou. 

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