Secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, sublinhou que "à data de hoje, a região Autónoma dos Açores já não é a região mais pobre do país".
O PSD/Açores considerou esta quarta-feira que a pobreza diminuiu e "vive-se melhor" na região com a governação PSD/CDS-PP/PPM, mas a oposição alegou tratar-se de uma questão de estatística e que não é essa a realidade visível no dia-a-dia.
"A taxa de risco de pobreza nos Açores registou a maior redução entre todas as regiões do país, no último ano. Foi uma descida inédita de 6,9 pontos percentuais, passando de 24,2% para 17,3%, que espelha aquilo que se vê no dia-a-dia dos açorianos: hoje vive-se melhor nas nossas ilhas", disse a deputada social-democrata Nídia Inácio.
A deputada, que fez uma intervenção política sobre condições de vida nos Açores, no segundo dia do plenário de fevereiro do parlamento regional açoriano, na Horta, referiu que os resultados são a "evidência clara de que o caminho que tem vindo a ser seguido pelo Governo Regional dos Açores, sob a liderança de José Manuel Bolieiro, é o caminho certo para promover uma transformação efetiva na vida dos açorianos".
Nídia Inácio observou que, "por demasiado tempo, a pobreza foi vista como o destino inevitável nos Açores", mas o cenário mudou devido a medidas do atual executivo de coligação.
"A realidade é esta. Hoje vive-se melhor nos Açores, com menos pobreza, menos abandono escolar precoce, mais emprego, mais remuneração e mais crescimento económico", afirmou.
O deputado João Mendonça (PPM) reconheceu que "ainda há um longo caminho para percorrer" e um longo trabalho para fazer, mas "já muito foi percorrido" no combate à pobreza, apontando que entre 2019 e 2024, 20.700 açorianos "saíram do risco de pobreza".
"Nem tudo está perfeito, mas muito tem sido feito e, no nosso entender, tem sido bem feito", disse.
Também Pedro Pinto (CDS-PP) apontou que em cinco anos de governação PSD/CDS-PP/PPM "já se vive melhor nos Açores".
"A pobreza está a diminuir e não é apenas e só uma questão estatística", disse, lembrando que o combate à pobreza sempre foi um tema defendido pelo seu partido.
Por seu lado, o líder parlamentar do Chega, José Pacheco, disse que a deputada social-democrata fez um "manifesto eleitoral de autoelogio do grande líder José Manuel Bolieiro", acrescentando que com os executivos da coligação "houve coisas que melhoraram", mas não se pode dizer que a pobreza desapareceu, porque continua a existir.
Nuno Barata (IL) disse que, apesar de "não estar satisfeito com o desempenho" do executivo de coligação, admitiu que de 2020 para 2025 foram retirados "muitos açorianos da pobreza, mesmo que para isso tenha sido necessário aumentar as transferências sociais".
Para o parlamentar do BE, António Lima, é "sempre positivo quando há uma descida nos indicadores mais negros da região", embora peça cautela na sua análise.
"É preciso ler os números da estatística em conjugação com a realidade que nós vemos no dia-a-dia e essa realidade está longe de ser cor de laranja", afirmou.
O socialista Marco Martins disse que a parlamentar social-democrata "está alheada da realidade" e não disse que a descida da taxa de pobreza "deve-se a uma alteração no método de contabilização".
"A pobreza não são números, são pessoas que passam dificuldades, são famílias. E a grande diferença das governações socialistas [...] para a vossa governação, é que nós sempre tivemos uma política de proximidade, de preocupação genuína e não como vós, de demagogia e de um grande ataque, em alguns casos, à dignidade das próprias pessoas", vincou.
Pedro Neves (PAN), não questionou os dados, mas disse que na realidade vê "exatamente o oposto" do que é referido: "E é isto que eu não consigo compreender. Nós estamos a reduzir a pobreza nos Açores, mas depois vê-se a realidade completamente errada".
A secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, sublinhou que "à data de hoje, a região Autónoma dos Açores já não é a região mais pobre do país" e disse que a evolução positiva "se deve às políticas do governo de coligação".
Admitiu que "não está tudo bem", mas o executivo tem feito "um caminho bastante positivo", reafirmando que os idosos e as crianças estão no centro da sua preocupação e são apoiados pelo Governo Regional.
A fechar o debate, o líder parlamentar João Bruto da Costa, referiu que no tempo dos governos do PS "não se celebrava menos pobres, [...] celebrava-se a pobreza, celebrava-se os rendimentos sociais de inserção".
Na manhã de esta quarta-feira da sessão plenária, entre outros assuntos, foi rejeitado, por maioria, um voto de protesto do BE, "contra o desrespeito pelo Direito Internacional da administração Trump e em defesa dos Princípios da Carta das Nações Unidas".
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