No debate no parlamento nacional, Hugo Soares afirmou que os madeirenses e os açorianos pagam agora menos para se deslocar ao continente devido ao novo modelo do subsídio de mobilidade.
Um voto de protesto do PSD e do CDS-PP pelas declarações do líder parlamentar social-democrata na Assembleia da República sobre o subsídio social de mobilidade foi esta quinta-feira aprovado no parlamento madeirense, tendo sido rejeitados outros três sobre o assunto.
O voto do PSD e do CDS-PP, intitulado "Contra as intervenções ofensivas, demagógicas e desleais que assistimos na Assembleia da República no dia 18 de fevereiro, sobre o direito de mobilidade dos residentes insulares", teve os votos contra dos partidos da oposição na Assembleia Legislativa da Madeira, no Funchal.
Os votos apresentados pela bancada do JPP, que focava o "Protesto Institucional pelo respeito à Autonomia Regional e ao direito à mobilidade dos cidadãos das Ilhas", e o do Chega pelas "declarações politicamente irresponsáveis e atentatórias da unidade do Estado e da coesão nacional por parte do líder parlamentar do PSD, Hugo Soares", foram rejeitados pela maioria PSD/CDS-PP, contando com os votos favoráveis dos restantes partidos.
Quanto ao voto de protesto do PS criticando as "declarações proferidas na Assembleia da República pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, e pelo líder do Grupo Parlamentar do PSD, Hugo Soares, sobre o subsídio social de mobilidade", também foi chumbado com os votos contra do PSD, do CDS-PP e do deputado único da Iniciativa Liberal (IL).
Apenas o PS votou na sua proposta, tendo os outros partidos (Chega e JPP) optado pela abstenção.
O voto do Juntos Pelo Povo (JPP) foi defendido pelo líder da bancada do maior partido da oposição (ocupa 11 dos 47 lugares no hemiciclo), Élvio Sousa, que argumentou que na Assembleia da República se assistiu a "um dos maiores ataques centralistas a residentes nas regiões autónomas quando se comemoram os 50 anos das autonomias".
No seu entender, tanto o primeiro-ministro, Luís Montenegro, como o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, "procuraram restringir direitos constitucionais" e transformá-los "num instrumento de punição".
Já o líder da bancada do PS, Paulo Cafôfo, defendeu o voto de protesto dos socialistas, que considerou ser "um ato político de defesa da autonomia e dignidade dos madeirenses", salientando que as declarações de Hugo Soares foram "gravíssimas" e com "palavras ofensivas, politicamente irresponsáveis, porque trata direitos como favores, e separa portugueses por códigos postais".
Pelo Chega, o deputado Hugo Nunes opinou que as declarações de Hugo Soares no parlamento nacional tiveram "peso institucional sobre os direitos das regiões autónomas", num discurso que "ultrapassa a fronteira do inaceitável", que foi "infeliz, irresponsável e inaceitável", que alimenta "clivagens entre portugueses" e "atenta contra princípios constitucionais".
Quanto ao deputado único da Iniciativa Liberal (IL), Gonçalo Maia Camelo, argumentou que os votos deveriam configurar uma "posição conjunta do parlamento regional", apontando que, enquanto os votos do Chega e JPP se "focaram no essencial", o PS e o PSD/CDS-PP "decidiram transformá-los em panfletos partidários", motivo pelo qual votou contra os últimos.
O líder parlamentar do PSD, Jaime Filipe Ramos, sobre o voto da sua bancada, vincou que a intervenção de Hugo Soares "foi intolerável, pelas declarações ofensivas, demagógicas e desleais".
"Não aceitamos que voltem a silenciar os nossos deputados e, se necessário, vamos mais longe. Não sei se o PSD nacional se pode dar ao luxo de abdicar de seis deputados das regiões autónomas", reforçou.
Jaime Filipe Ramos reiterou o que havia dito numa intervenção no período de antes da ordem do dia, na qual censurou o que classificou de "claro desrespeito pelas autonomias" que ocorreu no debate da Assembleia da República, em 18 de fevereiro, sobre o subsídio social de mobilidade.
"Não subscrevemos, não aceitamos e estamos contra de regime autoritário na Assembleia da República", declarou o responsável da maior bancada na Assembleia Legislativa da Madeira, complementando: "Nós não aceitamos que no parlamento nacional alguém despreze os seis deputados das regiões autónomas."
Também assegurou que o PSD/Madeira não vai alterar a sua posição em matérias de defesa da autonomia por estar no Governo da República o mesmo partido e que, desde que obriguem a escolher entre o partido e a região, vão priorizar a Madeira, porque essa tem sido "sempre a essência" dos sociais-democratas madeirenses.
"Não abdicamos do princípio de que o subsídio social de mobilidade seja um direito e não uma esmola do Estado", reforçou.
No debate no parlamento nacional, Hugo Soares afirmou que os madeirenses e os açorianos pagam agora menos para se deslocar ao continente devido ao novo modelo do subsídio de mobilidade, com regras "mais transparentes e mais honestas".
Hugo Soares alertou, no entanto, para a importância de terem a situação contributiva regularizada.
"Perguntemos também aos cidadãos do meu país, daqueles que vivem no continente e dos que vivem na Madeira muitos deles: É justo que os vossos, os nossos, os impostos dos portugueses que trabalham possam continuar a subsidiar a viagem de pessoas da Madeira e dos Açores para o continente que não asseguram o cumprimento das dívidas fiscais com o Estado", questionou então Hugo Soares.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.