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PSD preocupado com subida de taxas de juro

Líder parlamentar do partido referiu que fez, na reunião com Mário Centeno, muitas perguntas "na área da poupança".

09 de outubro de 2018 às 12:39

O PSD manifestou-se esta terça-feira preocupado com a eventual subida das taxas de juro no próximo ano, cenário que diz ter sido admitido pelo Governo, e mantem em aberto o sentido de voto em relação ao Orçamento do Estado.

"Este Governo viveu durante estes anos com o benefício das taxas de juro muito baixas, essas taxas vão começar a subir. O próprio ministro reconheceu isso e reconheceu a necessidade de cautelas, mas não nos explicou em pormenor que cautelas deverão ser essas", afirmou o líder parlamentar do PSD, Fernando Negrão, no final de uma reunião com o titular da pasta das Finanças, Mário Centeno, na Assembleia da República, sobre as linhas gerais da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2019.

Negrão manifestou-se "satisfeito" com o cenário macroeconómico previsto pelo Governo, de redução do défice e do desemprego, mas lamentou que tenham sido dadas "poucas respostas concretas" na reunião.

Questionado sobre o sentido de voto do PSD em relação à proposta orçamental do executivo, o presidente da bancada social-democrata remeteu para a resposta que tem sido dada pelo líder do partido, Rui Rio.

"Naturalmente que não há nenhuma decisão, o presidente do PSD tem dito que uma decisão só depois de analisado o Orçamento do Estado", afirmou.

Fernando Negrão referiu que o PSD fez, na reunião com Mário Centeno, muitas perguntas "na área da poupança", lamentando que, também nesta matéria, o Governo tenha dado "respostas vagas".

"O que quer dizer que tivemos uma reunião interessante, em que fizemos muitas perguntas e muitas respostas de caráter macroeconómico e poucas respostas concretas sobre realidade dos problemas", afirmou.

Sobre o cenário macroeconómico apresentado pelo Governo, sem se referir a valores, Fernando Negrão salientou que "naturalmente a redução do défice satisfaz o PSD", tal como a redução prevista do desemprego.

"Agora, a redução do défice é obvia e tinha de acontecer. A redução do desemprego também é uma boa medida, mas tem um problema que é a qualidade do emprego e aí achamos que o Governo não investiu aquilo que devia ter investido", defendeu.

Questionado sobre o sentido das propostas de alteração que o PSD também já anunciou que irá apresentar ao próximo Orçamento, Negrão afirmou que só depois da entrega do documento serão decididas.

"Naturalmente que não posso ter uma ideia definitiva a seguir à reunião", afirmou.

Por lapso, o líder parlamentar do PSD referiu por duas vezes a data de entrega do Orçamento do Estado para 2019 como sendo a 29 de outubro (e não a 15, como está previsto), dia em que arranca a discussão do documento na generalidade no parlamento.

Sobre se acredita na meta da dívida pública traçada pelo Governo, Negrão respondeu: "Acredito na meta da dívida pública na medida da redução do défice".

O primeiro partido a reunir-se com o Governo foi o PAN e, no final, o deputado único André Silva afirmou que o ministro das Finanças lhe comunicou que prevê um crescimento de 2,2%, um desemprego de 6% e uma redução da dívida para 117% do PIB em 2019.

Já sobre o valor do défice para o próximo ano, André Silva referiu um intervalo entre zero a 0,2%.

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