“É preciso garantir a todos o pão de cada dia, o abrigo familiar e a esperança”, afirma o general, que critica a falta de ambição no combate à corrupção.
O homem que há um ano sensibilizou o País ao afirmar que estaria disposto, em caso de necessidade, a ceder o seu ventilador aos mais novos, defende mais apoios sociais para as vítimas da crise social provocada pela pandemia. Apoios oriundos do Estado, mais também dos que mais têm, de forma a ser possível garantir “a todos, o pão de cada dia, o abrigo familiar e a esperança”. Uma das muitas afirmações fortes da entrevista do general Ramalho Eanes ao CM, que pode ler amanhã na revista ‘Domingo’, que acompanha a edição do jornal.
No que toca à corrupção, que Eanes já considerou como uma “epidemia que grassa na sociedade portuguesa”, o antigo Presidente da República socorre-se das declarações da ex-procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, para sublinhar a falta de ambição na atual estratégia nacional de combate à corrupção.
Crítico da reforma em curso que dá mais poderes ao Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, em detrimento dos chefes de Estado de cada ramo (Marinha, Exército e Força Aérea), o general questiona a oportunidade e o método das alterações que o Governo pretende colocar em prática. Mudanças que estão a geral mal-estar nos militares.
Quanto à polémica em torno dos monumentos associados aos Descobrimentos e ao colonialismo, avisa, do alto dos seus 86 anos: “Tentar embelezar a história é um erro grave”. Sobre a Descolonização, Ramalho Eanes reconhece que “todos os processos de descolonização são traumáticos e as feridas são inevitáveis “ e que “o nosso não é exceção”.
Mas, sublinha, cabe a todos nós “continuar, hoje, a trilhar os caminhos da reconciliação que contribuam para sarar essas feridas, e não para as avivar.” Um recado para os que têm defendido a remoção de muitas estátuas e monumentos – incluindo o próprio Padrão dos Descobrimentos – com ligações à escravatura e ao passado colonial de Portugal.Presidente da República: 14/7/1976 a 9/3/1986.
Perfil
António dos Santos Ramalho Eanes nasceu em Alcains, a 25 de janeiro de 1935.
Formação: Liceu de Castelo Branco (1942-1952); Escola do Exército (1952-1956); Estágio CIOE (Curso de Instrução de Operações Especiais) (1962); Estágio de Instrutor Ação Psicológica no Instituto de Altos Estudos Militares (1969); Faculdade de Direito de Lisboa (Ciência Política e Direito Constitucional); Instituto Superior de Psicologia Aplicada (3 anos).
Carreira: Oficial de Infantaria - alferes (1957); tenente (1959); capitão (1961); graduado a major (1970); major (1973); tenente-coronel (1974); coronel (1976); graduado general (1975) e general (1976).
Funções: Presidente da Administração da RTP (outubro de 1974 a 11/3/1975); chefe do Estado-Maior do Exército (6/12/1975 a fevereiro, 1976); chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (julho de 1976 - janeiro de 1981); presidente do PRD (Partido Renovador Democrático) (19/8/1986 a 5/8/1987); eleito deputado à Assembleia da República (19/07/1987); conselheiro de Estado (desde 18/3/1986).
Eleição presidencial: Eleito à primeira volta a 27/6/1976 (61,59%). Venceu Otelo Saraiva de Carvalho (16,46%), Pinheiro de Azevedo (14,37%) e Octávio Pato (7,59%). Reeleito à primeira volta a 7/12/1980 (56,44%). Venceu Soares Carneiro (40,23%); Otelo Saraiva de Carvalho (1,49%); Galvão de Melo (0,84%), Pires Veloso (0,78%) e Aires Rodrigues (0,22%).
Mas, sublinha, cabe a todos nós “continuar, hoje, a trilhar os caminhos da reconciliação que contribuam para sarar essas feridas, e não para as avivar.” Um recado para os que têm defendido a remoção de muitas estátuas e monumentos – incluindo o próprio Padrão dos Descobrimentos – com ligações à escravatura e ao passado colonial de Portugal. Perfil António dos Santos Ramalho Eanes nasceu em Alcains, a 25 de janeiro de 1935. Formação: Liceu de Castelo Branco (1942-1952); Escola do Exército (1952-1956); Estágio CIOE (Curso de Instrução de Operações Especiais) (1962); Estágio de Instrutor Ação Psicológica no Instituto de Altos Estudos Militares (1969); Faculdade de Direito de Lisboa (Ciência Política e Direito Constitucional); Instituto Superior de Psicologia Aplicada (3 anos). Carreira: Oficial de Infantaria - alferes (1957); tenente (1959); capitão (1961); graduado a major (1970); major (1973); tenente-coronel (1974); coronel (1976); graduado general (1975) e general (1976). Funções: Presidente da Administração da RTP (outubro de 1974 a 11/3/1975); chefe do Estado-Maior do Exército (6/12/1975 a fevereiro, 1976); chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (julho de 1976 - janeiro de 1981); presidente do PRD (Partido Renovador Democrático) (19/8/1986 a 5/8/1987); eleito deputado à Assembleia da República (19/07/1987); conselheiro de Estado (desde 18/3/1986). Eleição presidencial: Eleito à primeira volta a 27/6/1976 (61,59%). Venceu Otelo Saraiva de Carvalho (16,46%), Pinheiro de Azevedo (14,37%) e Octávio Pato (7,59%). Reeleito à primeira volta a 7/12/1980 (56,44%). Venceu Soares Carneiro (40,23%); Otelo Saraiva de Carvalho (1,49%); Galvão de Melo (0,84%), Pires Veloso (0,78%) e Aires Rodrigues (0,22%). Presidente da República: 14/7/1976 a 9/3/1986.
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