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Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Rejeitados no parlamento todos os projetos dos partidos sobre arrendamento

Diplomas do Governo serão apresentados aos partidos na próxima semana.

13 de março de 2026 às 14:03

Os projetos do PCP, IL, Chega, PAN, Livre e BE sobre o reforço do mercado do arrendamento, esta sexta-feira discutidos no parlamento, foram todos rejeitados durante a votação na generalidade.

O projeto de lei do PCP, que limitava a 2% o aumento das rendas nos novos contratos de arrendamento habitacional, foi chumbado com os votos contrários do Chega, CDS-PP, IL, PSD e PS.

A proposta da IL, para revogar o congelamento das rendas anteriores a 1990, foi recusada pelo PSD, PS, PAN, JPP, Livre, BE e PCP. O CDS-PP foi o único partido que se absteve.

Já o projeto de lei do Chega, que prevê a descida para 5% da taxa de IRS aplicada aos rendimentos prediais dos senhorios, foi rejeitado por oito dos 10 partidos com assento no parlamento: CDS-PP, PSD, PS, PAN, JPP, Livre, BE e PCP.

A bancada do Chega apresentou ainda um projeto de resolução para recomendar ao Governo que recupere e utilize imóveis devolutos do Estado para fins habitacionais, também recusado por PS, JPP, Livre e BE.

Nesta votação, o CDS-PP, IL, PSD e PCP abstiveram-se.

A iniciativa do PAN, que reforçava a proibição da discriminação no acesso ao arrendamento para quem detém animais de companhia, foi chumbada por CDS-PP, IL, PSD e PS.

O PAN propôs também, num projeto de resolução, a criação de um apoio extraordinário e temporário ao pagamento da renda destinado a famílias afetadas pelas recentes intempéries, que viria a ser recusado pelas bancadas do CDS-PP e do PSD, com a abstenção da IL e do PS.

O projeto do Livre para restringir a especulação limitando o valor das rendas dos novos contratos habitacionais foi rejeitado pelo Chega, CDS-PP, IL, PSD e PS.

O diploma do deputado único do BE, que recomendava a criação de um mecanismo de controlo de rendas nos novos contratos, foi recusado pelo Chega, CDS-PP, IL, PSD e PS.

Durante o debate parlamentar, os partidos de direita acusaram os de esquerda de tentarem impor controlos às rendas, e estes acusaram os de direita com a desregulação total e a desproteção das famílias.

A discussão decorreu um dia após o Conselho de Ministros ter aprovado novas alterações às leis do arrendamento, com vista a contornar o impasse na resolução de heranças indivisas e a tornar mais céleres os despejos habitacionais.

Os diplomas do Governo serão apresentados aos partidos na próxima semana, segundo anunciou o ministro da Presidência, Leitão Amaro, no final da reunião do executivo.

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