PS escolheu para discursar o seu secretário-geral, José Luís Carneiro, o Livre o seu porta-voz Rui Tavares, e o PCP Alfredo Maia.
A sessão solene do 25 de Abril na Assembleia da República, no sábado, ocorre numa conjuntura de crise com guerras no Médio Oriente e de tensão entre confederações sindicais e Governo sobre revisão das leis laborais.
Sem alterações em termos de modelo organizativo relativamente aos últimos anos, a sessão solene comemorativa do 52º aniversário do 25 de Abril terá a presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro, e de vários membros do Governo, e será sobretudo marcada do ponto de vista político pelo primeiro discurso no novo Presidente da República, António José Seguro, empossado nas funções de chefe de Estado em 9 de março passado.
Quer durante o período de campanha eleitoral, quer já como Presidente da República, António José Seguro tem feito apelos para haver diálogo entre parceiros sociais e Governo no processo de revisão da legislação do trabalho. Mas um acordo em sede de concertação social, envolvendo UGT e Governo, parece cada vez mais distante.
Além da crise internacional provocada pela ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, que está a gerar uma crise energética e um aumento da inflação, no plano nacional a revisão das leis laborais deverá ser um dos temas em destaque nas intervenções das bancadas da esquerda no período de intervenções da sessão solene.
O PS escolheu para discursar o seu secretário-geral, José Luís Carneiro, o Livre o seu porta-voz Rui Tavares, e o PCP Alfredo Maia.
Já nas bancadas à direita do PS, vão usar da palavra o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, a presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, e o deputado do CDS João Almeida. Pelo Chega, nas sessões do 25 de Abril tem sempre discursado o presidente deste partido, André Ventura. Os primeiros a subir à tribuna de oradores serão os deputados únicos do JPP Filipe Sousa, do PAN Inês Sousa Real, e do Bloco de Esquerda Fabian Figueiredo.
Antes do encerramento da sessão solene pelo chefe de Estado, a penúltima intervenção cabe ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco.
Nesta legislatura, apesar de haver uma configuração política fragmentada, o presidente da Assembleia da República tem defendido a tese de que a instituição parlamentar funciona enquanto órgão de soberania, através de uma geometria variável de formação de maiorias.
Nesse sentido, José Pedro Aguiar-Branco também não deverá deixar de realçar que ainda na semana passada foi possível alcançar várias maiorias de dois terços no parlamento, durante a eleição de um conjunto de representares para órgãos superiores em setores como os da justiça, segurança interna ou para a presidência do Conselho Económico e Social.
Na parte da tarde, após a sessão solene, pelas 14h30, o presidente da Assembleia da República vai dar as "boas-vindas" aos cidadãos que visitarem o Palácio de São Bento, abrindo-lhe a porta principal da "Casa da Democracia".
O Palácio de São Bento, assim como o Centro Interpretativo do Parlamento, estarão abertos ao público até 18:30. Dois espaços que serão palco de um conjunto de iniciativas, destacando-se a dança, a música e a pintura.
Segundo a Assembleia da República, este ano, em termos de programa, apostou-se numa "abordagem inovadora e disruptiva, incorporando expressões de arte urbana na dança, música, pintura, oficinas criativas e atividades familiares, promovendo a participação intergeracional e diversificada do público".
No plano histórico-político, pelas 15h00, na Biblioteca Passos Manuel, está prevista uma palestra sobre o tema "O 25 de Abril na imprensa humorística", com a presença do coordenador da hemeroteca Álvaro Costa Matos. E uma exposição bibliográfica e documental subordinada ao tema "Constituição da República Portuguesa: Sete revisões Constitucionais" poderá ser vista na antecâmara da Biblioteca Passos Manuel, assim como uma exposição de pintura, "Liberdade", de Eduarda Pedro, no piso de entrada.
Estará ainda patente no Centro Interpretativo do Parlamento uma exposição sobre "Campanha Política: Os cartazes das Legislativas de 1976".Já no jardim interior, para as crianças, será feita uma "caça ao tesouro".
No Salão Nobre da Assembleia da República, durante a tarde, estará patente a mostra "Libertar a moda, vestir a Constituição". Uma exposição de trajes dos anos 70 que se vai realizar em parceria com o Museu Nacional do Traje.
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