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Sindicatos na rua insistem na queda do pacote laboral

Petição com mais de 190 mil pessoas assinaturas entregue na residência oficial do primeiro-ministro.

14 de janeiro de 2026 às 01:30

A CGTP insistiu esta terça-feira com o Executivo da AD para que este recue na proposta para revisão das leis do trabalho. “O Governo tem de responder à greve geral que os trabalhadores trouxeram para a rua e tem de retirar de cima da mesa este pacote laboral. E nós vamos continuar a exigir isso”, afirmou o secretário-geral da central sindical, que organizou uma manifestação, em Lisboa.

Tiago Oliveira falou aos jornalistas no arranque do protesto, que concentrou cerca de duas mil pessoas em frente à Assembleia da República e foi menos participado do que o de 11 de dezembro. Mais expressivos são os números da petição pública que, no final da ação, foi entregue na residência oficial do primeiro-ministro: mais de 190 mil pessoas assinaram o manifesto contra o anteprojeto. “Aquilo que oGoverno deve fazer é ouvir a maioria, é ouvir quem trabalha, é ouvir aqueles que diariamente fazem a diferença no seu local de trabalho e que põem o País a andar para a frente”, referiu o dirigente sindical, após deixado o abaixo-assinado no Palacete de São Bento. Tiago Oliveira recusou a ideia de que optou por abandonar as negociações.

“A ministra do Trabalho tem memória seletiva. Sabe perfeitamente que a CGTP lhe entregou um conjunto de propostas, de preocupações, daquilo que que já é negativo no mundo do trabalho e que é preciso reverte. A própria ministra nos disse isso na cara, na reunião que tivemos: ‘Não nos revemos na posição da CGTP’”, assegurou o líder da central sindical, que deveria ser recebido esta quarta-feira pelo primeiro-ministro. O encontro, que já tinha sido adiando uma vez, foi reagendado uma segunda, para o dia 20. Tal não desmotiva os sindicatos: “Quem continua a teimar em levar para frente esta proposta só poderá contar com a combatividade e luta dos trabalhadores”. O encontro com Luís Montenegro acontecerá dois dias após a primeira volta das presidenciais e o assunto marcou os primeiro debates. “A greve obrigou os candidatos a darem a sua opinião”, disse Tiago Oliveira. Na manifestação de ontem participaram Catarina Martins, António Filipe, que estão na corrida a Belém com o apoio de BE e PCP, respetivamente.

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