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Teresa Leal Coelho assegura que cumprirá mandato após retirada de confiança política pelo PSD

Vereadora está a meio do mandato atribuído pelos eleitores.

06 de novembro de 2019 às 16:11

A vereadora Teresa Leal Coelho assegurou esta quarta-feira que irá continuar na Câmara de Lisboa enquanto autarca do PSD e terminará o mandato que lhe foi atribuído pelos eleitores, apesar de a concelhia social-democrata lhe ter retirado a confiança política.

"Naturalmente que vou continuar na Câmara, tenho um mandato que me foi atribuído pelos eleitores, esse mandato é de quatro anos, eu estou a meio do mandato, irei terminar o mandato sempre na concretização do programa eleitoral que apresentei como cabeça de lista do PSD à Câmara Municipal de Lisboa e continuarei exatamente nessa qualidade de vereadora do PSD na Câmara Municipal de Lisboa", afirmou Teresa Leal Coelho, em declarações à agência Lusa.

A concelhia de Lisboa do PSD anunciou na madrugada desta quarta-feira que decidiu retirar a confiança política à vereadora social-democrata Teresa Leal Coelho, que deixará assim de representar o partido na autarquia da capital.

Questionada se entende que passará a partir de agora a ser vereadora "independente", Teresa Leal Coelho considerou que isso "não faria nenhum sentido".

"Sou militante do PSD, sou vereadora eleita nas listas do PSD e este mandato foi-me atribuído pelos cidadãos eleitores, não foi atribuído por qualquer outra estrutura", salientou, assegurando que a sua missão enquanto autarca social-democrata é resolver os problemas das pessoas que vivem, trabalham e estudam em Lisboa.

Teresa Leal Coelho garantiu ainda que irá continuar a trabalhar com o outro vereador do PSD na Câmara de Lisboa e lembrou que João Pedro Costa é o seu "número dois", além de ter sido escolhido e convidado por si para integrar as listas sociais-democratas às eleições autárquicas de 2017.

"Continuo a trabalhar com tudo e com todos, mas a trabalhar num quadro democrático, de Estado de Direito, com respeito pelas instituições e, sobretudo, pelo voto dos eleitores", assegurou, acrescentando que, "com muita tranquilidade e com muita serenidade", irá continuar a implementar o seu programa eleitoral para a cidade de Lisboa.

Interrogada se se revê-se nas críticas da concelhia de ser um "sustentáculo do PS", Teresa Leal Coelho recusou a acusação, lembrando que é vereadora em Lisboa há seis anos e argumentando que aquilo que defende é "o interesse das pessoas, as soluções concretas, as soluções para problemas concretos das pessoas", além da "lei e da democracia".

Teresa Leal Coelho deixou também críticas à concelhia de Lisboa, considerando que "o grupo de pessoas que gravita naquela estrutura" não representa o PSD, porque o partido "é muito mais do que isso".

"Aquilo que este grupo de pessoas pode fazer são estas manifestações de retirar a confiança política, agora o que não pode fazer é retirar-me o mandato e o mandato enquanto vereadora do PSD, porque a lei, o direito, a Constituição Portuguesa não permite e, por isso, julgo que nos temos de concentrar nos problemas que a cidade de Lisboa tem", disse.

A direção da concelhia do PSD aprovou uma deliberação que visa a retirada de confiança política à autarca, numa reunião da Comissão Política da secção de Lisboa, que começou na noite terça-feira e se prolongou até ao início da madrugada desta quarta-feira.

Os sociais-democratas começam por justificar a decisão com o facto de a vereadora ter votado a favor da recondução do ex-vereador do Urbanismo Manuel Salgado à presidência do conselho de administração da empresa municipal SRU - Sociedade de Reabilitação Urbana, desrespeitando a orientação de voto indicada pela concelhia, e permitindo a aprovação da proposta.

Na deliberação, assinada pelo presidente da concelhia de Lisboa do PSD, Rogério Jóia, a vereadora social-democrata é também acusada de uma "total descoordenação com os órgãos do partido na cidade, consubstanciada pela verificação de algumas votações divergentes com o outro vereador do PSD [João Pedro Costa], em matérias que são politicamente sensíveis e onde - certamente por coincidência -- o PS se encontrava isolado e sem o apoio do seu parceiro de gestão autárquica".

A concelhia do PSD afirma que o partido "tem sido oposição à gestão autárquica da cidade de Lisboa, gizada pelo arquiteto Manuel Salgado", não podendo "passar a ser agora o sustentáculo" da sua ação.

De acordo com a deliberação agora aprovada, a representação do PSD na Câmara Municipal de Lisboa passará a ser exercida apenas pelo vereador João Pedro Costa.

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