Pais protegem filho que os tentou matar em Braga
Cristiano Ferreira, 36 anos, negou ter ateado fogo à cama em que o casal dormia.
Manuel e Maria de Fátima deixaram a emoção falar mais alto. Esta terça-feira, no início do julgamento do próprio filho, acusado de os tentar matar, preferiram o silêncio.
Não suportaram a ideia de relatar ao coletivo o terror que sofreram às mãos de Cristiano. O cadastrado, de 36 anos - que responde por preparar a morte dos pais após se terem recusado a dar-lhe dinheiro, negou esta terça-feira, no Tribunal de Braga, o incêndio que deixou o casal, de 60 anos, com diversos ferimentos. O depoimento foi marcado por esquecimentos e contradições.
"Foi o aquecedor coberto com a mantinha que provocou o incêndio. Não houve álcool nenhum. Eu amo os meus pais, são tudo o que tenho. Era incapaz de os matar", afirmou Cristiano Ferreira ao coletivo de juízas.
Segundo a acusação do Ministério Público de Braga, o cadastrado preparou o crime. Ligou o aquecedor, que cobriu com mantas, e quando julgou que os pais dormiam, regou a cama com álcool e pegou fogo com um isqueiro. Depois, ainda segurou a porta do lado de fora para evitar que se salvassem.
Os factos remontam à noite de 25 de setembro do ano passado, em S. Mamede de Este, Braga. O arguido, que tinha saído em liberdade condicional em maio, após cumprir 12 anos de prisão por homicídio, fugiu e acabou capturado no sótão da casa dos pais, uma semana depois do crime.
Segundo a acusação, Cristiano ligou aos pais, exigindo um depósito bancário de cinco mil euros - o que negou esta terça-feira.
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