Apanhado dez anos após matar empresário em Alcobaça
Homem vai cumprir pena de 13 anos e meio. José Noronha foi assassinado à pancada, amarrado e enterrado numa floreira.
Um homem de 33 anos, que em 2015 participou no assassinato e profanação do cadáver (enterrado numa floreira de casa) de um empresário de Alfeizerão, Alcobaça, foi agora apanhado pela PSP das Caldas da Rainha, após a condenação a 13 anos e 6 meses de cadeia, decidida em 2019, ter transitado em julgado há três meses, após recursos. Nelson Paulino, o agora apanhado, é irmão de Daniela, a mulher que tinha uma relação com a vítima, José Noronha, de 55 anos. Daniela também foi condenada a 13 anos e 6 meses de cadeia; que foi depois reduzida - já a cumpriu e está em liberdade.
José Noronha foi morto num apartamento em Caldas da Rainha, a 11 de fevereiro de 2015. Nelson desferiu várias pancadas que atingiram o corpo da vítima, fazendo com que a mesma caísse no chão. Após a queda, os três arguidos colocaram-lhe uma fita adesiva à volta da cabeça, com várias voltas, em redor dos ouvidos, cabeça, nariz e ouvidos. De seguida, amarraram os punhos e as pernas de José com braçadeiras de plástico, bem como com fita adesiva e uma corda de nylon.
José morreu e os os arguidos planearam ocultar o cadáver: Nelson abriu um buraco numa floreira que se encontrava numa residência em Alfeizerão, a qual foi arrendada por dois dos arguidos, e aí enterrou o referido corpo.
"Nem a um cão se faz isto", afirmou, em 2019, o presidente do coletivo de juízes do tribunal de Leiria que os condenou.
A companheira da vítima falsificou a assinatura deste numa declaração para registo de propriedade de uma viatura, pertença da vítima, com vista vendê-la.
O processo teve uma terceira arguida, Patrícia Martins, companheira de Nelson, que foi condenada a 12 anos e 4 meses de prisão. Contudo, faleceu em agosto do ano passado, não cumprindo a pena.
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