Detido em Loulé por fraude bancária proibido de sair do país

Arguido, estrangeiro, ficou também obrigado ao pagamento de uma caução e a entregar o passaporte.

21 de maio de 2026 às 16:33
algemas, detido Foto: Duarte Roriz
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Um homem detido na terça-feira em Loulé por suspeitas de uso ilícito de dados bancários para desviar milhares de euros ficou proibido de se ausentar do país e com apresentações trissemanais, disse esta quinta-feira fonte da Polícia Judiciária (PJ).

Depois de ouvido em tribunal, o arguido, estrangeiro, ficou também obrigado ao pagamento de uma caução e a entregar o passaporte, informou a mesma fonte, em declarações à agência Lusa.

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O homem é suspeito de se ter apropriado de dados bancários de várias vítimas, obtendo dezenas de milhares de euros usados na compra de bens de elevado valor económico que depois introduzia em circuitos de revenda.

Segundo a PJ, o homem que "tinha uma grande mobilidade" nacional e internacional, com frequentes viagens ao estrangeiro, está indiciado por branqueamento e abusos de cartão bancário ou dados de pagamento.

A grande mobilidade permitia-lhe abandonar rapidamente a região, criando sério risco de fuga e comprometendo a preservação e recolha de prova, especificou a polícia num comunicado divulgado na quarta-feira.

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A detenção resultou da investigação e da recolha de elementos de prova que sustentaram "de forma robusta", a emissão de um mandado de detenção fora de flagrante delito e de um mandado de busca domiciliária", especificou a PJ.

Segundo a polícia, durante a operação foram apreendidos diversos equipamentos informáticos, de telecomunicações e documentação bancária.

A PJ adianta que a investigação, tutelada pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Faro, vai prosseguir "para total esclarecimento dos factos e eventual identificação de outros intervenientes na atividade criminosa".

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