Estabelecimento Prisional de Coimbra encerrado para revista às celas devido ao consumo de droga K7
Tal como a K4, também esta nova substância surgiu primeiro no Brasil, onde é conhecida por 'efeito zombie'.
Depois da droga K4, surge agora nas prisões portuguesas a K7, uma variante mais potente igualmente pulverizada em cartas de papel. Esta quarta-feira, no Estabelecimento Prisional de Coimbra, 15 a 20 reclusos foram encontrados complemente descontrolados e as primeiras perícias apontam para esta nova droga, que entre várias substâncias que a envolvem pode conter veneno para os ratos e anestésicos veterinários.
Tal como a K4, também esta nova substância surgiu primeiro no Brasil, onde é conhecida por 'efeito zombie'. Isto porque os consumidores ficam totalmente alterados, a matar, a gerar motins e violência incontrolável dentro das prisões. As principais facções criminosas do Brasil chegaram mesmo a proibir a venda desta droga.
Na sequência dos acontecimentos da véspera devido ao consumo de K7, o Estabelecimento Prisional de Coimbra encontra-se encerrado esta quinta-feira para a realização de uma revista às celas.
O CM sabe que foram apreendidos vários telemóveis e folhas de papel suspeitas de terem K4 ou K7 e que foram levadas para análise em laboratórios. Nenhum dos reclusos que consumiu K7 teve de ser hospitalizado, mas foram observados na própria cadeia.
“Queremos louvar o trabalho da chefia e do corpo da Guarda Prisional. E também da senhora diretora, que foi capaz de assumir aquilo que Governo não faz, ou seja, fazer uma limpeza na cadeia. É realmente importante que se tomem medidas rapidamente”, disse Frederico Morais, presidente do sindicato dos Guardas Prisionais.
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