"Este processo destruiu a minha carreira política": Ex-deputado Pinto Moreira sobre Operação Vórtex

Pinto Moreira reafirma que não é "corruptível nem subornável". Decisão do caso 'Vórtex' marcada para 20 de março.

15 de janeiro de 2026 às 16:44
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Após a conclusão das alegações finais da operação 'Vórtex', o ex-deputado Pinto Moreira voltou a dirigir-se aos juízes. Garantiu mais uma vez "estar de consciência tranquila" e que nunca exigiu dinheiro a Pessegueiro. A acusação do Ministério Público diz que o antigo autarca de Espinho pediu 50 mil euros para favorecer projetos imobiliários do empresário.

"Este processo destruiu a minha carreira política. O meu percurso político estava em ascensão, era deputado e vice-presidente do grupo parlamentar do PSD. Tenho muita mágoa, se não fosse este processo eu estaria  servir ainda o Estado Português (...) Reafirmo que não sou corruptível, nem subornável, tenho princípios éticos. Confio na Justiça e nos tribunais", disse Pinto Moreira, que sempre disse estar inocente.

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O ex-deputado deixou ainda duras palavras ao Ministério Público e disse que não pensa voltar à vida política. "Eu não sei se estarei mais disponível para servir o Estado quando um instrumento do Estado, que é o Ministério Público, trata os seus cidadãos com uma postura tão aviltante", afirmou, dando conta de que no seu entende deve-se "escrutinar o titular da ação penal".

Também o arquiteto João Rodrigues, outros dos 13 arguidos do processo, pediu a palavra para mais uma vez dizer que está inocente. "Nunca vi ninguém prometer, dar ou receber dinheiro", garantiu.

A leitura do acórdão ficou já marcada para o dia 20 de março às 09h30. O processo começou a ser julgado em setembro de 2024. Entre os principais arguidos está Pinto Moreira e Miguel Reis, que foi também presidente da Câmara de Espinho. Este ex-autarca é acusado de ter exigido 60 mil euros e móveis a Pessegueiro.

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