Fernando Valente absolvido no caso da grávida da Murtosa

Não haverá recurso para o Supremo Tribunal de Justiça. Valente fica definitivamente livre.

11 de junho de 2026 às 11:46
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Fernando Valente, o principal suspeito do desaparecimento da grávida de Murtosa, foi, esta quinta-feira, absolvido pelo Tribunal da Relação do Porto. Não vai haver recurso para o Supremo Tribunal de Justiça, podendo apenas haver para o Tribunal Constitucional e só sobre questões constitucionais. A decisão foi tomada depois do Ministério Público (MP) ter recorrido da sentença do Tribunal de Aveiro que absolveu Fernando Valente. É a chamada “dupla conforme “, duas decisões iguais.

Fernando fica definitivamente livre dos crimes de que estava acusado - homicídio qualificado, aborto, profanação de cadáver, acesso ilegítimo e moeda falsa.

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Apesar do paradeiro de Mónica Silva continuar a ser desconhecido, o MP pedia pena máxima para o arguido. O Ministério Público acusou Valente de ser autor do homicídio da grávida da Murtosa, vista pela última vez a 3 de outubro de 2023, quando saiu de casa para ir tomar um café. Mónica nunca mais regressou a casa, como havia prometido aos filhos menores.

De acordo com a investigação da Polícia Judiciária (PJ), Fernando Valente foi buscar Mónica a casa, levou-a para a sua habitação na Torreira, na Murtosa, e cometeu o homicídio. As provas do crime terão sido, posteriormente, apagadas por Valente e o pai. A casa - cenário do homicídio - foi limpa profundamente.

Valente nunca confessou nada. Foi detido pela PJ, ficou em prisão preventiva e, mais tarde, passou para domiciliária.

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