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Tribunal condena oito agentes da PSP

17 elementos da esquadra de Alfragide julgados em Sintra.

21 de maio de 2019 às 01:30

Oito dos 17 agentes da PSP de Alfragide que estavam acusados de denúncia caluniosa, injúria agravada, ofensa à integridade física, falsidade de testemunho, sequestro e falsificação de documento foram esta segunda-feira condenados pelo tribunal de Sintra.

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Tribunal condena oito agentes da PSP

A sete dos agentes foram aplicadas penas suspensas desde um ano e dois meses até ao máximo de cinco anos. Joel Machado foi o único agente condenado a um ano e meio de prisão efetiva, por ser reincidente neste tipo de crime. Terão ainda de pagar 72 mil euros de indemnização às seis vítimas.

"Não vou desistir e vou recorrer destas decisões. O objetivo é conseguir a absolvição de todos os agentes acusados", garantiu à saída Isabel Gomes da Silva, advogada de 16 agentes. Peixoto Rodrigues esteve também presente na leitura da sentença. O dirigente do Sindicato Unificado da Polícia garante que "os agentes da PSP não são criminosos e não torturam pessoas".

Lúcia Gomes, advogada dos seis jovens da Cova da Moura, acredita que "estas sentenças foram uma vitória mas as penas são muito leves." A advogada recorda que em fevereiro o Ministério Público retirou as acusações de racismo e tortura por falta de provas. Na leitura da sentença estiveram presentes ativistas e dezenas de agentes da PSP, o que obrigou a um reforço do efetivo da GNR no local.

O caso Cova da Moura remonta a fevereiro de 2015, quando, segundo o tribunal, 17 polícias agrediram seis jovens na esquadra de Alfragide.

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