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Correio da Manhã

Portugal
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Três das 11 vítimas da derrocada na Madeira já tiveram alta hospitalar

Situação está a ser acompanhada pelo Governo da Madeira, através da secretaria regional da Saúde e da Proteção Civil, do Turismo e do Ambiente.
Lusa 30 de Outubro de 2019 às 23:56
Pelo menos quatro pessoas feridas em derrocada no Caldeirão Verde na Madeira
Pelo menos quatro pessoas feridas em derrocada no Caldeirão Verde na Madeira
Pelo menos quatro pessoas feridas em derrocada no Caldeirão Verde na Madeira
Pelo menos quatro pessoas feridas em derrocada no Caldeirão Verde na Madeira
Pelo menos quatro pessoas feridas em derrocada no Caldeirão Verde na Madeira
Pelo menos quatro pessoas feridas em derrocada no Caldeirão Verde na Madeira
Das 11 vítimas da derrocada ocorrida esta quarta-feira no Caldeirão Verde, no concelho de Santana, que deram entrada no hospital do Funchal, três já tiveram alta e outras três são politraumatizados graves, informou o Serviço de Saúde da Madeira.

Na informação divulgada esta quarta-feira à noite, o Sesaram menciona que dos 11 feridos socorridos, três foram encaminhados diretamente daquela localidade na costa norte, onde aconteceu a derrocada que surpreendeu os caminhantes, para o hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal.

As outras oito pessoas foram primeiro observadas no centro de saúde de Santana e só depois transferidas para a unidade hospitalar "para receberem uma resposta diferenciada", menciona a mesma nota.

O Sesaram menciona que das vítimas, seis são homens, cinco mulheres.

Quanto a nacionalidades, cinco são cidadãos franceses, dois alemães, três portugueses e uma brasileira.

Ainda refere que das vítimas hospitalizadas, "três vítimas são politraumatizados graves", adiantando que "duas estão a ser acompanhadas na neurocirurgia/cuidados intensivos e uma foi alvo de uma cirurgia ortopédica, encontrando-se no bloco operatório" cerca das 22h00.

No que diz respeito aos outros, oito foram considerados feridos ligeiros, sendo que três já tiveram alta e outros cinco estão em observação no Serviço de Urgência hospitalar, menciona.

O Serviço de Saúde da Madeira destaca que o hospital central do Funchal conseguiu dar "uma resposta diferenciada" aos feridos e está a "assegurar apoio psicológico e acompanhamento por tradutores e aos acompanhantes e familiares das vítimas".

"Neste momento, a linha disponível para prestar apoio às vítimas, familiares, embaixadas e consulados é a seguinte: 351 961186549", informa.

A situação dos feridos está também a ser acompanhada pelo Governo da Madeira, através da secretaria regional da Saúde e da Proteção Civil, do Turismo e do Ambiente.

O Serviço de Saúde da Madeira acrescenta que fará um novo ponto de situação na quinta-feira, pelas 10:30 horas na Sala de Conferências do Hospital Dr. Nélio Mendonça.

O acidente ocorreu às 13:57, tendo a operação de salvamento envolvido 19 viaturas, um helicóptero e 70 operacionais de várias corporações de bombeiros e forças de segurança.

"Não tivemos nenhuma morte, nem ninguém soterrado", disse o secretário regional da Saúde, Pedro Ramos, que tutela o serviço regional da Proteção Civil e Bombeiros, na primeira conferência de imprensa sobre a ocorrência, às 19:00 horas.

O governante, médico de profissão, indicou que as duas pessoas transportadas para o Hospital do Funchal encontram-se em estado de "gravidade elevada", nomeadamente uma doente com a amputação de um membro superior e outra tem um traumatismo crânio encefálico, estando na Unidade de Cuidados Intensivos.

A derrocada ocorreu cerca das 14:00 junto à lagoa do Caldeirão Verde, por onde passa uma levada que tem uma extensão de 6,5 quilómetros e um tempo médio de percurso de cinco horas e meia, sendo muito procurada por turistas.

A queda de pedras atingiu os caminhantes num momento em que estavam a descansar.

A levada do Caldeirão tem início e fim no Parque Florestal das Queimadas e oferece ao caminhante vistas da orografia do interior da ilha, a uma altitude de 990 metros.

O trilho será encerrado para avaliação.

O secretário regional do Turismo e Cultura, Eduardo Jesus, salientou, por seu lado, que a orografia da Madeira predispõe-se a acidentes desta natureza.
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