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Correio da Manhã

Portugal
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Montepio, Tomás Correia, José Guilherme e filho alvos de buscas da PJ

Crimes de burla qualificada, branqueamento e fraude fiscal qualificada na origem das buscas.
Correio da Manhã 16 de Janeiro de 2020 às 12:17
Fachada do Montepio, em Lisboa
Montepio
Polícia Judiciária
Polícia Judiciária
Fachada do Montepio, em Lisboa
Montepio
Polícia Judiciária
Polícia Judiciária
Fachada do Montepio, em Lisboa
Montepio
Polícia Judiciária
Polícia Judiciária
A Polícia Judiciária está a levar a cabo uma operação que tem como alvos o banco Montepio, Tomás Correia (antigo presidente da Associação Mutualista Montepio), o empresário José Guilherme e o filho deste, Paulo José Guilherme. Recorde-se que José Conceição Guilherme está ligado ao caso BES e ficou conhecido por oferecer um presente de 14 milhões de euros a Ricardo Salgado.

Eurico Reis, ligado a José Guilherme e ao filho, o BNI Europa (detido pelo BNI Angola), e o angolano Pedro Paulo Louro Palhares são também visados pela operação policial. 

Esta informação surge após a PJ ter revelado estar a proceder a buscas em vários bancos, através de um comunicado. Em causa está a prática de crimes de burla qualificada, branqueamento e fraude fiscal qualificada.

As unidades de participação do fundo da caixa económica Montepio é uma das matérias que está a ser investigada desde 2015 e que hoje levou à realização de buscas ao Banco Montepio e à associação mutualista, disse fonte policial.

Para além das buscas em Instituições Bancárias, a PJ explica ainda, através de um comunicado, que ocorrem diligências também na sede social de uma associação, em domicílios e em sedes de empresas.

"As diligências incidem sobre um conjunto de clientes de instituições financeiras e de entidades suas detentoras, com o propósito de recolha de prova relativamente a operações bancárias realizadas por clientes entre 2011 e 2014, bem como documentação relacionada com estas operações", pode ler-se no documento enviado às redações.


A ocorrência destas diligências foi confirmada pelo Montepio através de um comunicado. "O Banco Montepio informa que se realizaram esta quinta-feira, dia 16 de janeiro, buscas nas instalações. Mais se informa que, conforme o teor do comunicado publicado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), se trata de diligências a propósito de operações de clientes, que reportam a factos ocorridos entre os anos 2011 e 2014", pode ler-se. 



Tomás Correia diz desconhecer buscas
Tomás Correia, ex-presidente da Associação Mutualista Montepio Geral, garantiu ao ECO desconhecer o âmbito das buscas levadas a cabo pela PJ, esta quinta-feira.

"Não faço a mais pequena ideia do que se tratam [as buscas]. (...) Não sou arguido em coisa nenhuma", disse.

Polícia Judiciária economia negócios e finanças serviços financeiros banca
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