Ana Isabel Fonseca
JornalistaTânia Laranjo
JornalistaFrancisca Laranjo
JornalistaDaniela Vilar Santos
Jornalista“Só falarei do vídeo depois da senhora juíza o aceitar”: advogada de Fernando Saul à saída do tribunal
Cristiana Carvalho diz que não vai fazer comentários acerca de vídeo onde diz que Villas-Boas surge a incentivar as pessoas a votarem nas eleições. Acredita que poderá fazer diferença no processo.
Termina a sessão. Henrique Ramos continua a ser ouvido na próxima segunda-feira.
"O senhor não está num café, nem num teatro. Estamos a tratar de assuntos graves, lidamos com a liberdade das pessoas", diz juíza
A procuradora diz que existem contradições entre o depoimento de Henrique Ramos (Tagarela) no dia de hoje e o prestado no inquérito.
Pede assim a leitura das declarações mais antigas para o confrontar. A juíza está a ler as declarações que foram prestadas em fevereiro de 2024.
Uma das contradições prende-se com a questão da aprovação dos estatutos favorecer ou não a presidência de Pinto da Costa. Hoje diz que não, mas em fevereiro de 2024 dizia que aprovação favorecia.
"O senhor não está num café, nem num teatro. Estamos a tratar de assuntos graves, lidamos com a liberdade das pessoas", diz, de forma dura, a juíza a Henrique Ramos, depois de em vários momentos este ter intervenções desadequadas.
Uma outra contradição apontada pela procuradora estava relacionada com comportamentos de Vítor Bruno 'Aleixo' no dia da assembleia.
Câmara capta ‘Macaco’ no exterior da sala de audiências
Procuradora deteta contradições no depoimento de 'Tagarela' e vai confrontá-lo com declarações antigas
Começa agora a ser ouvido Henrique Ramos, que é apelidado pelos outros arguidos de 'Tagarela'. “Quando entrei já estava muita gente dentro do pavilhão. Sentei-me na bancada superior norte”, recorda.
"Expliquei que muitas casas só serviam para justificar a saída de bilhetes que iam para as mãos de muitas pessoas", diz Henrique Ramos, lembrando a sua intervenção. "Podiam dizer que havia uma casa em Angra do Heroísmo e se calhar só tinha lá um pasto", acrescenta.
"Fui interpelado por um senhor Jorge Silva, o Jorge das paletes. Disse que eu era um mamão, linguagem de futebol. Como não tinha nada para dizer chamou-me de mamão. Eu levantei a mão e nisto vem outro senhor, o António Sá, (que já não é arguido neste caso) e agride-me", recorda.
"Eu já sei de onde vem a sua alcunha", desabafa a juíza depois de ser interrompida por Henrique Ramos, que é conhecido por 'Tagarela'.
"Ele (António Sá) empurra-me e eu cai", acrescenta Henrique Ramos. "Eu depois fui para o meu lugar para tentar que as coisas acalmassem e sentei-me".
"Fui depois agredido novamente pelo senhor Vítor Bruno (Aleixo) e pelo José Pedro, que eu nunca o tinha visto na minha vida", afirma. "Ainda hoje não sei qual foi a motivação dele [de José Pedro], não sei. Deve-lhe ter dado os 5 minutos".
"Alguma vez viu Fernando Madureira?", pergunta a juíza.
"Sim, cheguei ver lá o Fernando Madureira. A certa altura ele começa a ver que aquilo vai dar confusão e ele tentou evitar a confusão. Foi ali para me defender", afirma Henrique Ramos.
"Vi uma inoperância perante o volume de pessoas que ali estavam. Se as portas abrem às oito e às oito as pessoas já não cabiam, o presidente da mesa da Assembleia só deveria era suspender", diz.
Henrique Ramos diz que viu mensagens dos dois lados: dos apoiantes de Villas-Boas e dos de Pinto da Costa. "Eram mensagens parecidas, uns davam erros ortográficos e outros não. Era 'bitaitada', era isso", afirma.
"O Vítor Bruno Aleixo insultou-me e cuspiu-me. Acertou-me na cara, no casaco, já foi para lavar", disse Henriques. "Ele ameaçou-me, disse: vou-te matar. Disse isto ao longe, um metro, um metro e meio", recorda.
"Já o José Pedro deu-me um pontapé em direção à cabeça, mas acertou-me no ombro", continua.
"Qual é o papel do arguido Saul na distribuição dos bilhetes?", pergunta a procuradora. A juíza não deixa que Henrique Ramos responda.
Henrique Ramos diz que estava zangado com Saul por "assuntos particulares" e começa a descrever que teve um boa relação com Fernando Madureira e que após a assembleia até se encontrou com 'Macaco' num restaurante.
"Falaram das agressões na assembleia?", pergunta a juíza.
"Desvalorizou, ele [Macaco] disse: 'oh deixa lá isso. Disse para eu deixar para lá'", recorda.
"Porque é que estava contra as casas fictícias?", pergunta a procuradora. "Porque ninguém podia ir lá votar. Os bilhetes nem saíam do próprio estádio, as casas eram uma justificação para que não saíssem", afirma.
“Perdi umas horas de trabalho”: André Villas-Boas sobre ter sido chamado para testemunhar na Operação Pretoriano
Villas-Boas: "Disseram-me que as coisas estavam muito hostis, tensas, com cânticos do FC Porto, o que não é habitual num assembleia"
"Disseram-me que as coisas estavam muito hostis, tensas, com cânticos do FC Porto, o que não é habitual num assembleia", afirma Villas-Boas.
"Há aqui uma questão importante: como é que o FC Porto se permite lesar? Como é que o FC Porto se lesava com a relação com o grupo organizado de adeptos?", questiona Villas-Boas.
"Isto ao ponto de ser lesado é grave", acrescenta.
Advogados de Fernando e Sandra Madureira terminam de fazer perguntas.
"Disse-lhe que ele teve grande coragem em divulgar as ilegalidades que estavam a acontecer no FC Porto", diz Villas-Boas, recordando uma conversa que manteve após a assembleia com Henrique Ramos, adepto que é assistente neste processo.
Retomada sessão
Imagens de drone mostram André Villas-Boas à saída do tribunal
Intervalo para almoço
Advogados fazem perguntas a Villas-Boas
A advogada de Fernando Saul pede que seja junto um vídeo, onde diz que Villas-Boas surge a incentivar as pessoas a votarem nas eleições e se estivessem impedidas de o fazer que pedissem a alguém para ir no seu lugar.
Procuradora diz que o vídeo se reporta às eleições e que por isso está fora do objeto do processo.
Os advogados de defesa nada têm a opor. A advogada do FC Porto pede 5 dias de prazo de vista. Ou seja, quer ver o vídeo e depois vai pronunciar-se.
Francisco Duarte, advogado de Hugo Loureiro, coloca questões sobre o protocolo com os Super Dragões. Villas-Boas volta a dizer que a alteração de estatutos iria permitir saldar a dívida da claque. “Na auditoria forense chegamos a essa conclusão, que a alteração dos estatutos iria permitir saldar a dívida”, diz.
'Macaco' vai abanando a cabeça.
"Na alteração dos estatutos esse financiamento era mais evidente. E depois tive a constatação da razão porque queriam introduzir nessa nova lei", diz.
“O próprio Fernando Madureira viu isto como umas primárias dos EUA”, diz a juíza.
“Eu não entendi como umas primárias, era uma movimentação associativa”, afirma o presidente portista.
Villas-Boas admite que incentivou pessoas a irem à assembleia. “Eu próprio fiz isso nas minhas redes sociais. Acho normal irem desde que sejam sócios”, diz.
“O controlo de segurança esteve à altura da situação?”, pergunta um dos advogados. “Sim, temos imagens de várias situações, provas”, diz o dirigente, dando conta de que no seu entender as câmaras podem ter sido desviadas para procurar focos de instabilidade.
Villas-Boas diz que a cedência de bilhetes aos Super Dragões estava protocolada, mas não regulamentada. A receita não era devolvida ao clube. “Fiquei surpreso”, diz Villas-Boas sobre as mensagens onde falavam em consequências para quem não fosse à assembleia. “Não sei se foi antes ou depois da assembleia”, afirma.
“Tenho consciência de mensagens com esse nível de agressividade”, diz Villas-Boas quando confrontado com mais mensagens onde se dizia “amanhã leva tudo nos cornos”.
"Não é normal que o FC Porto pague despesas de viagens a membros da direção dos Super Dragões. Era um privilégio e um abuso", diz Villas-Boas
“Quando viu as movimentações nas redes sociais achou que o auditório ia chegar?”, pergunta a procuradora.
“Sim, achei que não ia chegar. Isto pela movimentação orgânica de adeptos que existia”, afirma. Villas-Boas diz que não presenciou problemas com a comunicação social.
"O meu advogado achava que aquela assembleia podia ser impugnada", reforça Villas-Boas.
Villas-Boas diz que soube pelas redes sociais que existia mobilização dos núcleos dos Super Dragões e que levassem cartões de sócio. "Sabíamos que queriam captar cartões de sócios para que não sócios entrassem. Vi essas mensagens, não sei a sua veracidade", afirma.
"Quais foram as principais conclusões da auditoria?", pergunta a procuradora.
Os advogados contestam a pergunta e a juíza não deixa que Villas-Boas responda. "Era muito sentido (o apoio) nas redes sociais e na rua, não só nos jogos, mas na minha vida diária. Incentivavam-me a candidatar-me", diz Villas-Boas quando questionado pela advogada do FC Porto sobre o apoio que ia recebendo.
"As alterações aos estatutos permitiam um financiamento mais livre da claque dos Super Dragões? A direção da claque tinha interesse nessa alteração?", pergunta a advogada do FC Porto.
"Essa alteração seria uma maneira mais fácil de saldar essa dívida que os Super Dragões tinham com o FC Porto", afirma.
"Existem benefícios da claque que eram ilegítimos?", questiona a advogada.
"Não é normal que o FC Porto pague despesas de viagens a membros da direção dos Super Dragões. Era um privilégio e um abuso", diz Villas-Boas.
"Bruno Branco (agente da PSP e apoiante de Villas-Boas) não foi a única pessoa que me transmitiu o ambiente de coação e intimidação na assembleia", afirma agora Villas-Boas em resposta a perguntas de advogados dos arguidos.
Susana Mourão, advogada de 'Catão', coloca questões sobre as câmaras que foram desviadas. "Estava sempre lá alguém da segurança, acompanhado por elementos da SPDE", diz Villas-Boas.
Villas-Boas recorda agora que foi ovacionado quando chegou, mas que no seu caso não houve qualquer situação de intimidação.
"Ninguém gosta de ver os associados do FC Porto a ter estes comportamentos indignos para com outros associados. Alguns órgãos sociais do FC Porto ficaram inertes perante o que estava a acontecer”,diz Villas-Boas.
“Há comportamentos graves por omissão?”, pergunta Marisa Oliveira, advogada de um arguido.
O presidente do FC Porto diz que só o presidente da mesa da Assembleia tinha o poder de suspender a sessão. “Acho que deveria ter sido chamada a polícia e essa responsabilidade cabe ao Presidente da Mesa da Assembleia”, diz Villas-Boas, que afirma que pediu ao seu advogado a certa altura para chamar a polícia.
Villas-Boas diz que chegou a estar numa assembleia do FC Porto. "Como treinador estive vários anos fora e era impossível participar", refere.
Fernando Madureira suspira e revira em alguns momentos os olhos durante o depoimento de Villas-Boas, nomeadamente quando este fala sobre não ter ido para o fim da fila para entrar na assembleia. Villas-Boas diz que adeptos lhe disseram para passar à frente.
“É verdade que disse que nunca iria concorrer contra Pinto da Costa?”, pergunta Cristiana Carvalho, advogada de Saul. “Eu nunca disse isso. Eu disse que enquanto fosse vivo deveria manter-se no cargo”, afirma.
“As pessoas ficaram zangadas por se candidatar?”, questiona a advogada.
“Sim, compreendo que sim. Há uma mudança de posicionamento. Não implica é pintarem os muros de minha casa”, diz.
Arranca a sessão. André Villas-Boas já está a falar
André Villas-Boas começa por dizer que conhece 'Macaco', Sandra Madureira, Vítor 'Catão' e Fernando Saul. "Não estive na assembleia, apenas na fila de acreditação. Eu não cheguei a entrar", começa por afirmar.
“Porque é que não entrou?”, pergunta a juíza.
“Quando cheguei ao estádio do Dragão fiquei na fila. Dá-se um compasso de espera para uma potencial mudança de local. A informação ia circulando. Eu na altura estava perto do P1. O meu advogado diz que a mudança do local estaria ou poderia infringir os estatutos do FC Porto. Também tínhamos informação do que se passava no auditório e o meu advogado disse que era melhor não participar e depois prestar declarações à comunicação social”, afirma Villas-Boas.
"A informação circulou pelas pessoas que conhecia pela comunicação social", diz.
"Falou-se já aqui de uma grande mobilização de pessoas da sua parte. Houve uma vontade de pessoas que o apoiavam participarem na assembleia. Porque é que essa assembleia era tão importante? O que é que mudaria? Teve conhecimento da alteração dos estatutos?", pergunta a juíza.
"Sabia-se mais ou menos os pontos que iam ser votados", diz.
"No geral qual era o seu voto?", pergunta a juíza. "Era contra", diz Villas-Boas, referindo-se aos estatutos.
"Porque é que a assembleia era tão importante?", pergunta a juíza.
"Todas as mudanças de estatutos são importantes para um clube. Naturalmente isso atrai uma massa associativa muito forte, isso acontece em todo o mundo", afirma. "Estes estatutos prevalecem há algum tempo no FC Porto", acrescenta.
"E iam mudar estatutos a 6, 7 meses de eleições. As mudanças de estatutos também podiam adiar as eleições", explica.
"Eu acho que seria passar um atestado de incompetência aos sócios do FC Porto não marcarem presença. As pessoas movem-se pelo seu clube do coração", adianta.
"Eu quando vou ao estádio do Dragão faço duas passagens. Na minha primeira passagem de carro ouço rebentamentos de petardos e peço ao meu motorista para fazer outra passagem e me deixar na Alameda. Tudo o resto soube por pessoas conhecidas e pela comunicação social", diz Villas-Boas.
"As câmaras no Dragão Arena são controladas por segurança. Se viram para um lado ou outro é porque alguém as virou? ", pergunta a juíza.
"Normalmente sim, elas não mudam sozinhas. Um novo foco de disrupção pode levar a uma mudança", diz Villas-Boas.
Sobre os estatutos Villas-Boas diz que aqueles em si eram considerados importantes, nomeadamente as questões do voto eletrónico. “Há outros que tem a ver com negócios familiares e que até constam alguns da nossa auditoria”, afirma.
"Quanto à claque algo ia mudar?", pergunta a juíza.
"Os novos estatutos permitiam que o financiamento fosse mais facilitado. Na nossa auditoria aliás foram detetadas várias ilegalidades. O protocolo com os Super Dragões foi revisto, não havia controlo nenhum e o FC Porto foi lesado em vários milhões", afirma.
Villas-Boas lembra ainda que existe um processo relativamente a esta questão dos bilhetes
Fernando Saul e 'Jamaica' à entrada da sala de audiências
'Macaco' já está em tribunal
VÍDEO: CMTV
André Villas-Boas em silêncio à chegada ao tribunal
VÍDEO: Wesley Nunes
Forte dispositivo policial no julgamento da Operação Pretoriano
VÍDEO: Wesley Nunes
Saibda tudo o que foi dito na segunda sessão de julgamento
A segunda sessão de julgamento da Operação Pretoriano decorreu na terça-feira, saiba aqui tudo o que foi dito.
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