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Correio da Manhã

Portugal

Angola quer pedido de desculpas de Portugal

Envio de processo de Manuel Vicente não normaliza automaticamente as relações Presidentes realçam vontade de cooperar.
Débora Carvalho e Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 12 de Maio de 2018 às 01:30
Marcelo foi recebido pelo presidente angolano João Lourenço após a tomada de posse
Marcelo Rebelo de Sousa e João Lourenço
Marcelo Rebelo de Sousa e João Lourenço
Marcelo foi recebido pelo presidente angolano João Lourenço após a tomada de posse
Marcelo Rebelo de Sousa e João Lourenço
Marcelo Rebelo de Sousa e João Lourenço
Marcelo foi recebido pelo presidente angolano João Lourenço após a tomada de posse
Marcelo Rebelo de Sousa e João Lourenço
Marcelo Rebelo de Sousa e João Lourenço
O envio do processo relativo ao ex-vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, acusado de corrupção ativa, para ser apreciado pelos tribunais daquele país africano, não significa a automática normalização das relações entre os dois países. Segundo apurou o CM, o presidente João Lourenço pondera exigir um pedido de desculpas formais a Portugal.

Para evitar o prolongamento do mal-estar entre os dois países, menos de 24 horas depois de ser conhecida a decisão do Tribunal da Relação de Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa falou ao telefone com o homólogo angolano.
João Lourenço anunciou, na rede social Twitter, a vontade de cooperar com Portugal. Já Marcelo frisou que ambos reiteraram "as relações fraternas entre os dois países, sublinhando a vontade de desenvolver a cooperação a todos os níveis".

Entretanto, António Costa, revelou, em entrevista ao DN, que já sabia da decisão de enviar o processo para Angola desde a semana passada. Ao CM, fonte oficial explicou que Costa só soube da decisão no dia, mas que falou daquela forma porque a entrevista só será exibida na próxima semana.

"Tremenda derrota", diz Ana Gomes 
A eurodeputada Ana Gomes considera que a decisão é "uma tremenda demissão" da Justiça portuguesa. "É de uma hipocrisia ser utilizado este tipo de argumentos para justificar uma decisão que é uma tremenda derrota da Justiça", afirmou. Considera ainda que a transferência do caso não vai aliviar as relações entre os dois países. "Ainda antes de ser vice-presidente estava envolvido em esquemas em que o nosso País é a lavandaria."


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