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Correio da Manhã

Portugal

“Bater onde mais dói”, pede ministra da Justiça

Diretor-nacional da PJ anunciou que apanhou em 2018 perto de 25 milhões de euros através da recuperação de ativos.
Sérgio A. Vitorino 17 de Maio de 2019 às 09:14
Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes (esq.), a ministra da Justiça e Luís Neves
Ministra da justiça
Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem
Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem
Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes (esq.), a ministra da Justiça e Luís Neves
Ministra da justiça
Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem
Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem
Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes (esq.), a ministra da Justiça e Luís Neves
Ministra da justiça
Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem
Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem
A ministra da Justiça disse esta quinta-feira que é "preciso bater onde mais dói" aos criminosos que usam o branqueamento de capitais para esconder proveitos do crime, ou financiar terrorismo.

Ou seja, caçar-lhes bens e dinheiro para impedir que venham a usufruir do que conseguiram de forma ilegal. É que, avisa, para alguns "às vezes, compensa ser preso três ou quatro anos, ou ficar em casa com pulseira eletrónica, para depois gozar reforma dourada com o dinheiro".

Luís Neves, diretor-nacional da PJ, anunciou que apanhou em 2018 perto de 25 milhões de euros através da recuperação de ativos - "400 imóveis, 200 viaturas e centenas de contas bancárias e de participações sociais", adiantando que o valor é 1/4 do orçamento anual da PJ.

Este ano a soma já vai em 10 milhões. A PJ dará "luta sem tréguas" ao fenómeno, tem meios técnicos e "reforça os humanos".

Francisca Van Dunem e Luís Neves falaram na apresentação do estudo da PJ e da consultora EY que conclui que 1/3 das organizações não têm gestão eficiente e eficaz de risco de branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo.

O estudo revela que as comunicações de operação suspeita são feitas na maioria (86,25%) por instituições financeiras e de pagamento.

Miguel Trindade Teixeira, diretor-executivo da EY, refere que "é possível perceber que existe ainda um caminho a percorrer".

Francisca Van Dunem destacou a necessidade de articular esforços entre polícias, inspeções administrativas e as autoridades de supervisão.
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