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Correio da Manhã

Portugal
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Cartazes de grandes dimensões alertam para insegurança na EN125

Iniciativa visa protestar "pelo atraso nas obras de requalificação e alertar para os perigos que os automobilistas enfrentam".
4 de Maio de 2018 às 19:52
Cartazes de grandes dimensões alertam para insegurança na EN125
Cartazes de grandes dimensões alertam para insegurança na EN125
Cartazes de grandes dimensões alertam para insegurança na EN125
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Cartazes de grandes dimensões alertam para insegurança na EN125
Cartazes de grandes dimensões alertam para insegurança na EN125
Seis cartazes de grandes dimensões foram colocados esta se junto à Estrada Nacional 125 nos concelhos de Castro Marim e de Vila Real de Santo António, no Algarve, em protesto contra a degradação e falta de segurança daquela via rodoviária.

A iniciativa do Movimento de Cidadania dos Utentes da Estrada Nacional 125 (EN125)/Sotavento e das câmaras municipais de Castro Marim e de Vila Real de Santo António, visa protestar "pelo atraso nas obras de requalificação e alertar para os perigos que os automobilistas enfrentam", disse à agência Lusa Hugo Pena do movimento cívico.

Nos 'outdoors' colocados na berma da EN125, pode ler-se: "Atenção: a partir daqui a 125 tem mais buracos que alcatrão", "Este troço foi abandonado pelo Governo" e "Tenha muito cuidado, esperamos por si".

"Trata-se de uma forma de protesto contra o atraso nas obras e, acima de tudo, chamar a atenção dos condutores para os perigos que enfrentam na estrada onde estão a transitar", sublinhou Hugo Pena.

Segundo o representante do movimento cívico, os cartazes "demonstram o descontentamento pela forma com que o Governo tem tratado a situação, nomeadamente com o anúncio de obras que mais não passam do que uma operação de cosmética".

Em abril passado, a Infraestruturas de Portugal (IP) anunciou uma intervenção de urgência na Estrada Nacional 125 (EN125), que inclui trabalhos de repavimentação e marcação horizontal numa extensão de 38 quilómetros, entre os concelhos de Olhão e de Vila Real de Santo António, a par de uma requalificação em cerca de 10 quilómetros da EN124, entre o Porto de Lagos (Portimão) e o concelho de Silves, e de outra na EN396, junto ao nó com a A22, em Loulé.

"Não andamos de olhos fechados e sabemos que as obras anunciadas pela IP não passam de uma tentativa de nos calarem, porque a verba anunciada servirá apenas para tapar buracos, ou seja pequenos remendos", frisou.

O Movimento de Cidadania dos Utentes da EN125/Sotavento entregou no dia 10 de abril uma petição na Assembleia da República, com 7.180 assinaturas recolhidas através de uma petição pública, para exigir "a rápida e urgente requalificação da EN125 entre os concelhos de Olhão e de Vila Real de Santo António.

"Temos a informação de que a petição vai ser sujeita a admissibilidade na Assembleia da República no dia 09 de maio, o que vem ao encontro das nossas pretensões, nomeadamente para a audição das quatro autarquias [Olhão, Tavira, Castro Marim e Vila Real de Santo António] e do nosso movimento", indicou.

Hugo Pena acrescentou que movimento está a equacionar a realização de uma "grande manifestação de protesto contra a degradação e insegurança e para exigir as obras de requalificação que possam dotar aquela via rodoviária das condições necessárias aos utentes da estrada".

Os municípios de Castro Marim e Vila Real de Santo António, que acompanharam o Movimento durante a entrega da petição no parlamento, consideram que as obras urgentes anunciadas pela IP e pelo Governo são "um claro desrespeito" pelas populações e "não irá resolver nenhum dos problemas estruturais a que a via chegou nos últimos anos".

Para as três entidades, a obra de urgência chega tarde e já deveria ter sido realizada há vários anos, alertando para o facto de a mesma ocorrer em pleno verão, "com todos os prejuízos que daí advirão para a atividade turística, moradores e comércio".
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