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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Colectivo ignora ‘Berto Maluco’

Os depoimentos prestados por ‘Berto Maluco’ à Polícia Judiciária, aquando da morte de Aurélio Palha, em Agosto de 2007, à porta da discoteca Chic, no Porto, não serão tidos em conta pelo tribunal. A decisão foi ontem tomada pelo colectivo de juízes que começou a julgar Bruno ‘Pidá’ – líder do gang da Ribeira e que cumpre 24 anos de prisão –, Mauro Santos, Ângelo ‘Tiné’, Miguel ‘Palavrinhas’, Tiago ‘Chibanga’ e Augusto Soares. Os seis envolvidos, que estão acusados de dois homicídios, um consumado e outro na forma tentada, não prestaram declarações na primeira audiência.

14 de setembro de 2011 às 00:30

Na altura dos factos, ‘Berto Maluco’ – que acabou abatido a tiros de metralhadora, em Dezembro de 2007 –, afirmou ter visto ‘Pidá’, Mauro Santos, e outro homem, de raça negra, a disparar vários tiros de caçadeira contra Palha. Para Luís Vaz Teixeira, advogado de ‘Pidá’, a decisão do tribunal é acertada. "O Alberto Ferreira tinha muitas contradições no discurso. Primeiro, identificou um homem de raça negra, mas depois já disse que afinal era outro. Tem de haver lealdade nos depoimentos", afiançou.

Por razões de segurança, o julgamento decorreu no Palácio da Justiça. Todos foram revistados antes de entrar. Continua dia 23, com a audição de dez testemunhas de acusação, incluindo Andreia, mulher de Aurélio Palha.

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