Diretor do CM e da CMTV sugere uma divulgação mais rápida de avisos a populações em risco.
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A Proteção Civil "deve apostar numa comunicação mais eficaz para dar alertas de incêndios graves e outras catástrofes, utilizando os meios de comunicação social, como as rádios e as televisões".
A sugestão foi deixada por Octávio Ribeiro, diretor-geral editorial do CM e da CMTV, ontem, na terceira conferência 'CM não Esquece!', na Universidade da Beira Interior, na Covilhã. A forma como as pessoas são alertadas para situações de iminente perigo foi um dos assuntos abordados no evento, que contou com a participação de Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna. E Octávio Ribeiro 'abriu' de imediato as portas dos meios da Cofina. "Contem connosco para emitir qualquer alerta a qualquer hora. Ajudar as pessoas é uma das nossas missões sociais", disse.
Eduardo Cabrita considera que "tem de haver uma melhor comunicação entre todos", garantindo que depois das tragédias de 2017 "nada vai ficar como antes". O governante esmiuçou tudo o que foi feito de forma a que o País possa enfrentar o flagelo dos fogos.
"Nunca se apostou tanto na prevenção, em medidas de autoproteção e na forma de combate como este ano", frisou Eduardo Cabrita, elogiando a iniciativa 'CM não Esquece!': "É a melhor forma de prestar homenagem às pessoas que morreram nos incêndios de 2017. Não esquecendo e preparando o futuro."
José Massano, engenheiro florestal e docente no Instituto Politécnico de Castelo Branco, salientou que o "método mais eficaz" de prevenção e combate aos fogos é "executar um adequado ordenamento do território" e introduzir no País "um plano diretor municipal para a floresta".
"Precisamos de ter mais gente no terreno"
"Antigamente, a prevenção dos incêndios começava a ser feita em fevereiro e havia mais vigilância durante o período mais quente. Precisamos de mais gente no terreno", sugeriu José Madaleno, antigo funcionário florestal. Ana Paula apelou ao Governo para "tratar todas as vítimas de incêndios por igual. Todas sofreram".
Serra de Monchique já começou a arder
Um militar do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) da GNR ficou ontem ferido durante um incêndio na serra de Monchique. Ao que o CM apurou, o militar pertence à brigada helitransportada do GIPS e sofreu uma lesão muscular numa perna quando combatia o fogo. Foi hospitalizado mas o ferimento é considerado ligeiro.
O fogo terá começado na sequência de uma queimada que se descontrolou na zona da Ribeira das Canas, no limite do concelho de Monchique. Estiveram envolvidos mais de 150 operacionais de toda a região, apoiados por 50 viaturas e quatro meios aéreos. Segundo explicou o comandante dos Bombeiros de Monchique, Rui Lopes, "foi dada uma resposta forte que permitiu um ataque inicial eficaz", o que foi essencial para "dominar o incêndio rapidamente", numa zona considerada "prioritária".
PORMENORES
Reforço de meios
O ministro da Administração Interna lembrou ontem que o dispositivo de combate aos incêndios vai contar, este ano, com mais 500 militares da GNR e cerca de 1500 bombeiros profissionais, que vão ser distribuídos por todas as zonas do nosso país.
1300 ainda sem comunicações
Em maio, a Altice não tinha todas as ligações restabelecidas, faltando 1300, revela a Anacom. A operadora alega dificuldades de agendamento e contacto nas zonas dos fogos.
Aldeia evacuada durante exercício
A aldeia de Cumeada, em Silves, foi evacuada durante um exercício do Serviço Municipal de Proteção Civil, no âmbito do programa 'Aldeia Segura".
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