page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Contas de Barroca lavavam dinheiro

Ministério Público deteta transferências suspeitas de 17 milhões.

01 de maio de 2015 às 00:30

Dezassete milhões de euros passaram pelas contas de Joaquim Barroca, administrador do Grupo Lena, e entraram no universo empresarial de Carlos Santos Silva. O objetivo foi branquear o dinheiro que se destinava a José Sócrates. Quem o diz é o juiz Carlos Alexandre, que nos mandados de detenção do empresário garante estar em causa uma "vantagem indevida" ao ex-primeiro-ministro. Os despachos foram ontem tornados públicos pela revista ‘Sábado’, que dá ainda conta da existência de uma plataforma giratória para dissimular o rasto das luvas.

Nos mesmos mandados, o juiz diz ainda que Joaquim Barroca tentou forjar documentos para ajudar Sócrates e Santos Silva. Estava em causa o pagamento de uma avença de 12 mil euros que terá sido forjada. Paulo Lalanda de Castro usou a ILS – a mesma empresa que beneficiou do perdão fiscal no caso dos vistos gold – para atribuir um segundo vencimento a Sócrates.

Nos últimos meses, Joaquim Barroca criou documentos que justificavam um pagamento de 250 mil euros a Lalanda de Castro, mas, segundo o Ministério Público, é tudo falso. Era apenas mais uma manobra para fazer rodar o dinheiro e conseguir que o rasto do mesmo fosse apagado.

Outro dado novo nos mandados de detenção: há elevadas quantias transferidas para Barroca por um holandês e por Hélder Bataglia, empresário luso-angolano que foi administrador da Escom e também do antigo BES Angola. Essas quantias acabaram nas contas de Carlos Santos Silva que eram usadas exclusivamente por José Sócrates.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Bom Dia

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8