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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Continente vendeu frango apodrecido

Era um cheiro a podre, insuportável, os funcionários do Continente nem tiveram coragem de aproximar o nariz do frango.” Maria de Lurdes queria fazer frango assado para o jantar de sábado. Comprou uma embalagem de frango do campo no Continente do Centro Comercial Vasco da Gama, em Lisboa. Quando abriu a película da embalagem em casa sentiu logo o cheiro nauseabundo.

13 de abril de 2006 às 00:00

“Estava esverdeado em alguns sítios”, recorda. Apesar de dentro da validade, o frango não estava em condições.

A enfermeira voltou ao hipermercado, onde lhe foi devolvido o valor da compra. “Pediram desculpa e sugeriram que apresentasse reclamação por escrito”, diz. Não o fez. “O ano passado comprei coelho embalado que também estava podre. Reclamei e passado uns dias recebi uma carta com um pedido de desculpas. Não fizeram mais nada.” Desta vez ainda pediu que lhe pagassem o dinheiro da deslocação de casa ao hipermercado. Recusaram. “Conheço muitas pessoas que se queixam do mesmo, de comprarem comida estragada no talho do hipermercado.”

Maria de Lurdes ligou para a Associação para a Defesa do Consumidor (Deco) e para a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE). Enviou um fax a explicar o sucedido e cópia da prova de devolução, autenticada pelo Continente.

“A denúncia será investigada”, informa fonte da ASAE. Óptimo seria se a consumidora guardasse o produto defeituoso. “Seria mais uma prova”, explica a mesma fonte. Como se pode tratar de um caso de saúde pública, poderá ser levantado um processo--crime, sendo que os responsáveis pelo hipermercado podem mesmo vir a ser constituídos arguidos.

Graça Cabral, da Deco, explica que a consumidora agiu bem. Maria de Lurdes poderia exigir o pagamento de uma indemnização “se houvesse danos físicos ou morais”, no entanto, a lei não prevê o pagamento das despesas de deslocação.

Em 2005 a Deco registou 17 processos de mediação relacionados com produtos alimentares estragados: lacticínios ou pacotes de arroz com bichos são os principais produtos reclamados.

A Modelo Continente Hipermercados explica que o produto não foi embalado pela empresa, sendo que os vários mecanismos de controlo interno não detectaram nenhuma inconformidade. A empresa não avança com nenhuma explicação que possa justificar o facto de o frango estar podre.

SUMO COM BICHOS

Maria Amélia Pereira comprou um pacote de sumo de uva com pêssego da Solevita no supermercado Lidl de Linda-a--Velha. Bebeu um copo de sumo e começou a sentir um ardor no corpo. Quando verteu o conteúdo do pacote no lava-loiças começaram a sair coisas pretas, que pareciam lagartas. No fundo da embalagem estava um depósito pastoso, de tom esverdeado. Passou uma noite a vomitar.

LIGADURA NAS LULAS

Parecia mentira, mas foi bem real. Sara Sanches comprou uma embalagem de lulas congeladas da marca Geldouro na loja Plus de Vialonga. Ao jantar, descobriu no interior de uma lula uma ligadura, ainda com vestígios de sangue. A Geldouro rejeitou responsabilidades.

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