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"Se não me chamasse Cristiano Ronaldo não estaria aqui"

Em comunicado, o jogador diz que "nunca houve ocultação" nas declarações.

31 de julho de 2017 às 10:03

14h18 - Num comunicado enviado após o interrogatório no tribunal madrileno, Cristiano Ronaldo reafirma a sua inocência no processo em que é acusado de fraude fiscal. "Nunca houve ocultação nas declarações de impostos nem a menor intenção de evasão", pode ler-se. "Faço sempre as minhas declarações de impostos de maneira voluntaria, porque penso que todos temos de declarar e pagar impostos de acordo com os nossos rendimentos. Os que me conhecem sabem que o peço aos meus assessores: que tenham tudo em dia e corretamente saldado, porque não quero problemas", assinalou ainda.

13h20 - O jornal El Espanol revela que, durante a audiência em tribunal, o jogador disse à juiza: "Se não me chamasse Cristiano Ronaldo não estaria aqui sentado". O craque referiu que Jorge Mendes não é responsável pelos seus assuntos fiscais, separando assim o seu agente desportivo deste caso. CR7 reiterou ainda que tudo foi feito dentro da regularidade. 

12h17 - Ao contrário do que estava previsto, Cristiano Ronaldo acabou por abandonar o tribunal pelas traseiras do edifício sem prestar declarações aos jornalistas. O anúncio foi feito pelo seu representante, Inaki Torres, que foi vaiado pelos jornalistas em protesto. Torres remeteu para mais tarde um comunicado de imprensa da Gestifute, empresa do agente do jogador, Jorge Mendes.

O craque já está em casa, depois daquele que foi o primeiro interrogatório no âmbito do processo em que é acusado de fraude pelo fisco espanhol.

12h04 - O interrogatório a Cristiano Ronaldo já terminou, depois de uma hora e meia a ser ouvido pela juiza Mónica Gomez. Segundo um dos acessores de imprensa do tribunal, o futebolista vai falar aos jornalistas à saída do tribunal. 

11h59 - Cristiano Ronaldo já presta declarações há mais de uma hora e meia. Segundo os assessores de imprensa do craque, o português tem colaborado com a justiça e está a responder a todas as perguntas da juiza Mónica Gomez.

10h32 - O depoimento de Cristiano Ronaldo já terá começado no Tribunal de Pozuelo de Alárcon, nos arredores de Madrid. É provável que o craque seja ouvido durante várias horas. 

10h15 - Os amigos de longa data do futebolista, Miguel Paixão e Ricardo Regufe, foram vistos a entrar no tribunal madrileno pela garagem do edifício. 

10h03 - Cristiano Ronaldo já chegou ao Tribunal de Pozuelo de Alárcon, em Madrid, para ser ouvido, à porta fechada, pela juiza Mónica Gomez, no processo em que é suspeito de não ter pago 14.7 milhões de euros relativos a rendimentos de direito de imagem entre 2011 e 2014.

O craque foi visto a entrar pela garagem do tribunal, dentro de uma viatura espanhola Mercedes de cor preta com vidros fumados. Os seus advogados, que chegaram no mesmo automóvel, deram entrada pela porta principal do tribunal.

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Cristiano chega ao tribunal espanhol

O atleta português ter-se-á aproveitado de uma estrutura empresarial criada em 2010, quando chegou ao Real Madrid, para "esconder as receitas geradas em Espanha" com os seus direitos de imagem. E acrescenta que estes crimes foram cometidos de forma "voluntária" e "conscientes".

O Fisco espanhol reclama a Cristiano o pagamento de impostos de quatro anos: 1,39 milhões de euros em 2011; 1,66 milhões de euros em 2012; 3,2 milhões de euros em 2013 e 8,5 milhões de euros em 2014. O jogador do Real Madrid já deixou claro, segundo fonte conhecedora, que está disponível para pagar os milhões reclamados pelo Fisco de Espanha.

A Gestifute negou sempre a existência de "qualquer tipo de esquema fiscal montado", explicando que CR7 manteve os rendimentos através da sociedade Tollin, detida a 100% pelo próprio.

"Quando Ronaldo assina pelo Real Madrid [em 2009], não se criou uma estrutura especial, tendo-se mantido a mesma que detinha em Inglaterra, onde nunca teve problema algum. Foram feitas modificações contratuais para assegurar que os rendimentos fossem tributados em Espanha", assegura a Gestifute.

A Gestifute negou sempre a existência de "qualquer tipo de esquema fiscal montado", explicando que CR7 manteve os rendimentos através da sociedade Tollin, detida a 100% pelo próprio.

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