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Correio da Manhã

Portugal
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"Disse que ia morrer carbonizada": Professora confundida com dona de canil ameaçada de morte

Mais de 70 animais morreram carbonizados no abrigo ilegal, em Santo Tirso.
Beatriz Madaleno de Assunção(beatrizassuncao@cmjornal.pt) 22 de Julho de 2020 às 11:37
Alexandra
Alexandra
Alexandra
Alexandra foi vítima de ameaças por ser confundida com dona de abrigo em Santo Tirso
Alexandra Santos foi vítima de ameaças por ser confundida com dona de abrigo em Santo Tirso
Alexandra Santos foi vítima de ameaças por ser confundida com dona de abrigo em Santo Tirso
Alexandra
Alexandra
Alexandra
Alexandra foi vítima de ameaças por ser confundida com dona de abrigo em Santo Tirso
Alexandra Santos foi vítima de ameaças por ser confundida com dona de abrigo em Santo Tirso
Alexandra Santos foi vítima de ameaças por ser confundida com dona de abrigo em Santo Tirso
Alexandra
Alexandra
Alexandra
Alexandra foi vítima de ameaças por ser confundida com dona de abrigo em Santo Tirso
Alexandra Santos foi vítima de ameaças por ser confundida com dona de abrigo em Santo Tirso
Alexandra Santos foi vítima de ameaças por ser confundida com dona de abrigo em Santo Tirso
Alexandra é natural da Trofa e professora mas, ter o nome igual à dona do abrigo onde morreram dezenas de animais, em Santo Tirso, já lhe trouxe muitos problemas.

Até à pandemia do coronavírus, a mulher estava em São Tomé e Príncipe, onde leccionava. Regressou a Portugal e está agora a ser ameaçada devido ao incêndio que vitimou dezenas de animais, no passado sábado.

Em entrevista ao Correio da Manhã, Alexandra Santos explicou que este equívoco teve início no dia seguinte ao incêndio no canil. "Começou no domingo ao final da tarde. Recebi comentários de ódio", começou por dizer.

"Nunca tive nenhum canil, nem tenho nenhuma ligação a qualquer canil. Talvez ao terem feito pesquisa pelo nome, as minhas fotos e os meus links tenham sido os primeiros a aparecer, uma vez que já lancei um livro de poesia e escrevi contos infantis para uma Associação aqui da Trofa", desabafou. 

"Disse que eu ia morrer carbonizada"
Alexandra foi ameaçada nas duas contas de Facebook que gere. Uma pública, ligada à poesia, e outra privada.

"Fui chamada de assassina, disseram que me partiam os dentes, que não podia sair à rua sem olhar para trás, que eu ia morrer, que me ia acontecer o mesmo que aos animais. (...) A última [ameaça] que recebi enfatizou o facto de não ser uma ameaça, disse que eu ia morrer carbonizada, só faltava dizer a data e a hora", desabafou, adiantando que depois desta última ameaça se dirigiu às autoridades competentes para apresentar queixa.

Queixa na GNR
"Depois desta última [ameaça], tive mesmo medo e fui à GNR da Trofa contar o que se passou e fazer queixa".

A escritora admitiu que não pensava fazer queixa nas autoridades porque, após a sua publicação no Facebook, este domingo, a dar conta das ameaças de que estava a ser alvo, Alexandra começou a receber alguns pedidos de desculpa.

"Tinha pensado em não fazer porque as pessoas estavam a começar a pedir desculpa, as páginas de animais que tinham publicado as minhas fotos retiraram e colocaram pedidos de desculpa, houve quem partilhasse os meus comunicados a dizer que eu não tinha nada a ver com esse crime", afirmou, dizendo que o que a fez mudar de ideias foi o facto de ter recebido a última mensagem onde lhe foi dito que acabaria carbonizada, à semelhança dos animais que morreram no incêndio em Santo Tirso.

"Resolvi que devia ir à polícia", rematou. A mulher fez queixa por difamação e ameaças.

"A GNR bateu-me à porta"
Um dia após ter feito queixa nas autoridades, Alexandra recebeu alegadamente os militares da GNR em sua casa. Desta vez, teria sido alguém a fazer queixa.

"Ontem [terça-feira] a GNR veio bater-me à porta para perguntar quantos animais eu tinha! Receberam uma mensagem a referir o meu nome e a minha morada como proprietária de um canil. (...) Como souberam a minha morada não sei, mas é bastante grave".

A professora garantiu que, ao falar com os militares da GNR, foi logo associada à queixa que tinha feito. "Fizeram a associação à queixa que eu tinha ido fazer. Eles não sabiam quem iam encontrar do outro lado da porta", contou Alexandra, afirmando ainda que a GNR lhe disse para voltar a entrar em contacto com as autoridades caso fosse alvo de mais alguma ameaça.

Dezenas de animais morrem carbonizados em Santo Tirso 
73 animais morreram no incêndio dentro de um abrigo em Santo Tirso, no distrito do Porto.

Recorde-se que foi este sábado à noite que cães e gatos morreram carbonizados no canil 'Cantinho 4 Patas', quando este foi consumido pelas chamas na sequência do incêndio que deflagrou na serra da Agrela, em Santo Tirso.

Revolta de populares
Santo Tirso




Santa Maria da Feira
Grupo de pessoas parou o veículo onde a mulher seguia com vários animais e agrediu-a.




Maia
Dezenas de pessoas manifestaram-se ontem à porta de um abrigo de animais na Quinta do Xisto, na Maia. 

Os populares exigiram ver o estado em que se encontram os animais e querem saber se existe alguma relação entre este canil e os de Santo Tirso e de Santa Maria da Feira.
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