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Correio da Manhã

Portugal
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Estado é o único réu de tragédia na praia Maria Luísa

Julgamento de derrocada de arriba que provocou a morte de cinco pessoas começa esta sexta-feira.
15 de Março de 2019 às 08:39
Vítimas ficaram soterradas na Praia Maria Luísa
Rita Fonseca foi uma das vítimas
Emília Freitas residia em Coimbra
António Fonseca estava de férias
Anabela morreu junto do marido e das filhas
Vítimas ficaram soterradas na Praia Maria Luísa
Rita Fonseca foi uma das vítimas
Emília Freitas residia em Coimbra
António Fonseca estava de férias
Anabela morreu junto do marido e das filhas
Vítimas ficaram soterradas na Praia Maria Luísa
Rita Fonseca foi uma das vítimas
Emília Freitas residia em Coimbra
António Fonseca estava de férias
Anabela morreu junto do marido e das filhas
O Estado é o único réu no processo que começa esta sexta-feira a ser julgado e que irá apurar as responsabilidades da derrocada de uma arriba na praia Maria Luísa, em Albufeira, que aconteceu há cerca de 10 anos e tirou a vida a cinco pessoas.

Para já, o pedido de indemnização civil total é de 911 mil euros, mas poderá ser maior. A primeira sessão de julgamento começa na manhã desta sexta-feira no Tribunal Administrativo de Loulé e deverá contar com o depoimento do sobrevivente.

O dia 21 de agosto de 2009 foi fatídico para a família Fonseca. António, Anabela e as filhas Rita e Mariana, naturais de Ramalde, no Porto, estavam de férias no Algarve e foram quatro das vítimas mortais. Maria Emília Freitas, de Coimbra, foi a quinta vítima após a queda de um leixão na praia de Albufeira. Vítor Sousa, namorado de Mariana Fonseca, escapou à morte naquele dia mas ficou limitado na mobilidade devido aos graves ferimentos sofridos.

A responsabilidade da derrocada começa esta sexta-feira a ser apurada. Caso o Estado seja considerado culpado, o pedido de indemnização está fixado nos 911 mil euros mas, apurou o CM, está previsto ser apresentado um pedido de ampliação que deverá fazer o total chegar aos 1,2 milhões de euros.

A primeira sessão deverá arrancar com o depoimento do sobrevivente, na altura com 24 anos e que iria casar com uma das vítimas mortais. Ficou soterrado quatro horas e sobreviveu ao fazer uma bolha de ar tapando a cabeça com os braços.
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