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Exército português vai 'encostar' os M113: futuro é a viatura blindada Boxer em contrato de 1,3 mil milhões

Blindados norte-americanos já são utilizados há 49 anos. Viatura alemã adquirida no programa SAFE.

05 de março de 2026 às 18:19

O chefe do Exército, general Eduardo Mendes Ferrão, anunciou esta quinta-feira, no Campo Militar de Santa Margarida, que Portugal vai "colocar o M113 no museu e vamos receber novas viaturas muito em breve", num horizonte que o CM sabe ser de dois a três anos. O M113 está ao serviço do Exército português há 49 anos e Mendes Ferrão já havia afirmado, em entrevista ao CM, que não enviaria nenhum dos seus militares com uma dessas viaturas para cenários de risco. O CM sabe ainda que a viatura que vai substituir o vetusto M113 norte-americano deverá ser o veículo de combate blindado Boxer, de fabrico alemão, devendo ser adquiridas 90 unidades no âmbito dos empréstimos europeus de Defesa SAFE. Prevê-se que cada viatura custe 15 milhões de euros, fazendo o negócio somar 1,3 mil milhões (o segundo maior do programa SAFE atrás dos 4,1 mil milhões para três fragatas da Marinha).

O general anunciou a retirada dos M113 (Portugal chegou a ter em Santa Margarida mais de duas centenas, estando agora, na grande maioria, inoperacionais) durante a cerimónia de receção do Estandarte Nacional da 3ª Força Nacional Destacada, que regressou da Eslováquia, após cumprimento da missão no âmbito da NATO. A força combinou o carro de combate Leopard 2A6 e o blindado de rodas Pandur, "materializando uma reorganização no escalão tático de subagrupamento", destacou Mendes Ferrão. "Esta integração de capacidades distintas num mesmo escalão tático constituiu um exercício exigente de coordenação, de liderança e de treino, cujo sucesso muito nos honra. Este é o futuro próximo que nos espera, e que nos acompanhará nos desafios que o Exército tem pela frente", afirmou.

Esta organização tática deve ser questionada, analisada e aprendida, disse Mendes Ferrão, pedindo para "não se pouparem esforços neste processo". "Não tenhamos medo de reconhecer erros, não hesitemos em consolidar as boas práticas", afirmou.

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